CASO MASTER

Incomunicabilidade absoluta: entenda separação de Vorcaro e ex-presidente do BRB

Protocolo atende à determinação do ministro André Mendonça, do STF, que ordenou a incomunicabilidade absoluta entre Vorcaro e os demais investigados da Operação Compliance Zero

Vorcaro foi trasferido para a Papudinha em 25 de junho, após determinação do STF. Já o ex-presidente do BRB se enontra no local desde maio -  (crédito: Wal Lima/CB/DA.Press)
Vorcaro foi trasferido para a Papudinha em 25 de junho, após determinação do STF. Já o ex-presidente do BRB se enontra no local desde maio - (crédito: Wal Lima/CB/DA.Press)

O Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal (NCPM/PMDF) adotou um protocolo de segurança para impedir qualquer contato entre o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, no 19º Batalhão da da corporação, conhecida como Papudinha.

As medidas incluem monitoramento permanente, 24 horas por dia, manutenção dos dois custodiados em ambientes distintos e controle rigoroso da movimentação dentro da unidade. Segundo a PMDF, os procedimentos foram adotados para evitar qualquer interação, direta ou indireta, entre os investigados.

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O protocolo atende à determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a incomunicabilidade absoluta entre Daniel Vorcaro e os demais investigados da Operação Compliance Zero presos na mesma unidade. A decisão foi tomada em 25 de junho, quando o magistrado autorizou a transferência do empresário da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha e negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

Além da separação física, a direção do Núcleo de Custódia recebeu orientação para comunicar imediatamente ao Judiciário qualquer tentativa de contato, ameaça ou episódio de coação envolvendo os presos ligados à investigação. O objetivo é preservar a produção de provas e evitar interferências no andamento do processo.

Paulo Henrique Costa está preso na Papudinha desde 9 de maio. A transferência foi autorizada a pedido da defesa, que argumentou ser necessário preservar o sigilo das conversas com os advogados durante as tratativas sobre colaboração premiada, que foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República na semana passada.

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postado em 02/07/2026 16:56
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