Legislativo

Aliados de Lula veem avanço da PEC 6x1 apenas após o recesso

PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1 aguarda despacho de Davi Alcolumbre no Senado há mais de um mês

A expectativa de integrantes da base governista é de que Alcolumbre dê andamento ao texto apenas após o recesso parlamentar, que começa em 18 de julho -  (crédito: Carlos Moura/Agência Senado)
A expectativa de integrantes da base governista é de que Alcolumbre dê andamento ao texto apenas após o recesso parlamentar, que começa em 18 de julho - (crédito: Carlos Moura/Agência Senado)

Por Armando Holanda — Integrantes da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a trabalhar, nos bastidores, com a possibilidade de que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 só avance no Congresso Nacional após o recesso parlamentar.

Lideranças governistas ouvidas pelo Correio Braziliense afirmam que, neste momento, não identificam uma mobilização política suficiente para que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), coloque a matéria em discussão antes da interrupção das atividades legislativas.
Na avaliação desses interlocutores, o cenário considerado mais provável é que a proposta volte ao centro das negociações somente após o fim do recesso, previsto para começar em 18 de julho. A expectativa é de que, até lá, as articulações em torno do texto permaneçam em ritmo reduzido.
A proposta chegou ao Senado há mais de um mês, após ser aprovada em dois turnos pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Texto precisa ir à CCJ

Desde então, aguarda um despacho de Alcolumbre para o início da tramitação na Casa. O presidente do Congresso é responsável por encaminhar a PEC à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa da análise pelos senadores.
Reservadamente, governistas afirmam que a ausência desse encaminhamento tem reduzido as expectativas de votação ainda no primeiro semestre legislativo. A avaliação predominante entre esses interlocutores é de que, sem um movimento da presidência do Senado nos próximos dias, a discussão deverá ficar para a retomada dos trabalhos após o recesso parlamentar.

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postado em 02/07/2026 14:23
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