Judiciário

Moraes revoga registros e dá 48h para que Bolsonaro entregue armas

Medidas constam na decisão que manteve a prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente, e citam 10 armas de fogo

Decisão foi tomada após pistola em nome de Bolsonaro ser encontrada com um segurança do ex-presidente em blitz -  (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Decisão foi tomada após pistola em nome de Bolsonaro ser encontrada com um segurança do ex-presidente em blitz - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entregue, no prazo de 48 horas, todas as armas de fogo registradas em seu nome. Na mesma decisão, o magistrado revogou o porte e o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.

A decisão foi tomada ao prorrogar a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, concedida inicialmente por 90 dias em razão de seu estado de saúde. Segundo Moraes, a manutenção da medida continua sendo "razoável, adequada e proporcional", mas as restrições relacionadas ao porte e à posse de armas foram reforçadas durante a análise do caso.

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A media cita 10 armamentos registrados em nome de Bolsonaro, incluindo pistolas .380, .40, 9mm, carabinas e espingardas.

Um dos principais elementos considerados pelo ministro foi a apreensão, em 15 de junho, de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e, segundo os policiais, não estava acompanhada do certificado de registro no momento da fiscalização. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Arma teria sido enviada para conserto

Em depoimento, Bolsonaro afirmou ser o proprietário da arma e declarou que havia autorizado apenas o envio do armamento para conserto. O ex-presidente também alegou que mantinha a pistola em sua residência por motivos de segurança.

A defesa sustentou ao STF que o registro da arma estava regular e argumentou que Bolsonaro não havia sido comunicado sobre eventual suspensão ou cassação da autorização.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que a análise sobre eventual falta disciplinar relacionada ao episódio aguarde a conclusão das investigações.

Apesar disso, Moraes determinou a revogação do registro de CAC e estabeleceu o prazo de 48 horas para a entrega de todas as armas registradas em nome do ex-presidente, reforçando as restrições impostas durante o cumprimento da prisão domiciliar. 

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postado em 03/07/2026 18:25
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