Eleições 2026

Michelle recua dos holofotes, mas mantém força na direita

Pesquisa aponta ex-primeira-dama como a mulher mais influente do país, enquanto aliados relatam período de reflexão após crise pública com Flávio Bolsonaro

Ex-primeira-dama foi alvo de críticas vindas principalmente de setores da própria direita após tornar público o conflito familiar e político -  (crédito: Divulgação PL)
Ex-primeira-dama foi alvo de críticas vindas principalmente de setores da própria direita após tornar público o conflito familiar e político - (crédito: Divulgação PL)

Mesmo em meio ao desgaste provocado pela crise pública com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro segue sendo vista por aliados como a principal liderança feminina do campo conservador. Apesar do recolhimento, pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8/7) aponta Michelle como a mulher mais poderosa do Brasil na percepção do eleitorado.

Levantamento do instituto Meio/Ideia mostra que Michelle foi citada espontaneamente por 15,4% dos entrevistados quando questionados sobre qual mulher detém mais poder atualmente no país. O índice a coloca à frente da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, mencionada por 9%, e da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, com 4,5%.

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Em caráter reservado, fontes ouvidas pelo Correio afirmam que Michelle “se encontra em um momento de grande reflexão” diante dos desdobramentos do episódio.

Segundo esses aliados, a ex-primeira-dama foi alvo de críticas vindas principalmente de setores da própria direita após tornar público o conflito familiar e político. “Michelle vem sendo fortemente atacada mais por integrantes da direita do que da esquerda”, relatou uma das fontes.

Apesar do que classificam como um afastamento temporário da linha de frente do debate político, interlocutores sustentam que a influência de Michelle permanece intacta dentro do eleitorado conservador. Na avaliação dessas fontes, ela continua sendo “a maior liderança feminina da direita”, posição construída ao longo dos últimos anos, especialmente durante sua passagem pela presidência nacional do PL Mulher.

Desde que assumiu o comando do segmento feminino do partido, em 2023, Michelle percorreu o país em eventos de mobilização política, filiação de novas lideranças e apoio a candidaturas. O trabalho ajudou a ampliar sua presença nacional e consolidou uma base própria de apoiadores, especialmente entre mulheres evangélicas e conservadoras.

A pesquisa Meio/Ideia também mediu a percepção dos brasileiros sobre as declarações feitas pela ex-primeira-dama nos vídeos em que expôs o conflito com Flávio Bolsonaro. Para 35% dos entrevistados, as afirmações são mais verdadeiras do que falsas. Outros 29% consideram que elas são totalmente verdadeiras. Já 29% avaliam que as declarações são mais falsas do que verdadeiras, enquanto 6,6% não souberam responder.

 

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postado em 09/07/2026 10:23 / atualizado em 09/07/2026 10:23
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