
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) anunciou nesta quinta-feira (9/7) que acionará o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania após a prisão de nove investigados por integrar um grupo suspeito de produzir e comercializar vídeos de tortura contra bebês, crianças e animais no Rio Grande do Sul.
Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que solicitará ao MPF a ampliação das investigações para apurar se o esquema também atuava em outros estados. Segundo ela, como o material era comercializado pela internet, por meio do aplicativo Telegram, "é difícil acreditar que a atuação desse grupo era restrita ao RS".
Hilton também informou que pedirá ao Ministério dos Direitos Humanos a adoção de medidas para garantir atendimento e acompanhamento às vítimas. "Prender e investigar os culpados é essencial. Mas também é essencial que bebês e crianças vítimas de verdadeiras sessões de tortura, praticadas inclusive pela própria família, tenham todo o apoio do Estado", escreveu.
Na publicação, a deputada afirma que um dos investigados é Tiago Ximendes, apontado como político filiado ao PL, pastor evangélico e ex-coordenador de um posto de atendimento médico da Secretaria Municipal de Saúde de Bagé (RS). Segundo Hilton, com ele teriam sido encontrados vídeos contendo cenas de extrema violência contra bebês, crianças e animais.
PF investiga
Ainda de acordo com a parlamentar, entre os presos estão dois militares e outros integrantes do grupo, incluindo o pai de um dos bebês que aparecem nas gravações. Ela afirmou que parte dos investigados mantinha relação direta com as vítimas.
A deputada ressaltou que a Polícia Federal já acompanha o caso e defendeu o aprofundamento das investigações diante da possibilidade de que a rede de comercialização do material criminoso tenha alcance nacional.

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