Caso Master

PF: risco de fuga foi principal fator para apreensão de passaporte de Thiago Miranda

Segundo a Polícia Federal, empresário ligado a Vorcaro trocou de chips durante a semana e tinha uma passagem comprada para Miami nesta segunda-feira (13)

Thiago Miranda -  (crédito: Reprodução/Instagram/thiagomiranda__)
Thiago Miranda - (crédito: Reprodução/Instagram/thiagomiranda__)

A Polícia Federal defendeu a tese de que o risco de fuga do Brasil pelo publicitário Thiago Miranda era "sério" no pedido de apreensão e suspensão do passaporte. De acordo com a CNN, a PF teria justificado a possibilidade de evasão do território nacional baseada em três pontos de atenção.

Para a corporação, a troca de telefone e de chips ao longo dos últimos 15 dias, inclusive período anterior à 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (9), é o primeiro motivo. Além disso, a polícia também achou suspeito o encerramento das atividades da empresa Miranda Comunicação (MiThi), do publicitário. Por fim, o ponto principal que indicaria uma possível fuga de Thiago Miranda é que o empresário tem uma passagem comprada para esta segunda-feira (13) com destino à Miami.

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As motivações expostas pela PF fizeram com que o ministro-relator André Mendonça decretasse a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, inclusive sem a recomendação da Procuradoria-Geral da União. Uma vez que o risco de fuga do publicitário ligado à Daniel Vorcaro foi qualificado como um "sério risco de evasão do território nacional".

Entenda

Miranda é apontado como o articulador central de uma organização com características de “grupo mafioso” voltada para a descredibilização do Banco Central (BC) e a intimidação de profissionais de imprensa e concorrentes.

De acordo com as investigações, Thiago, fundador da agência MiThi, exercia um papel fundamental no chamado “Projeto DV”, iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O esquema consistia no recrutamento de influenciadores digitais e jornalistas para publicar postagens coordenadas contra instituições públicas. Para essas ações, eram oferecidos valores de até R$ 2 milhões, sob rígidas cláusulas de confidencialidade com multas elevadas.

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postado em 12/07/2026 13:32 / atualizado em 12/07/2026 13:33
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