
A Polícia Federal defendeu a tese de que o risco de fuga do Brasil pelo publicitário Thiago Miranda era "sério" no pedido de apreensão e suspensão do passaporte. De acordo com a CNN, a PF teria justificado a possibilidade de evasão do território nacional baseada em três pontos de atenção.
Para a corporação, a troca de telefone e de chips ao longo dos últimos 15 dias, inclusive período anterior à 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (9), é o primeiro motivo. Além disso, a polícia também achou suspeito o encerramento das atividades da empresa Miranda Comunicação (MiThi), do publicitário. Por fim, o ponto principal que indicaria uma possível fuga de Thiago Miranda é que o empresário tem uma passagem comprada para esta segunda-feira (13) com destino à Miami.
As motivações expostas pela PF fizeram com que o ministro-relator André Mendonça decretasse a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, inclusive sem a recomendação da Procuradoria-Geral da União. Uma vez que o risco de fuga do publicitário ligado à Daniel Vorcaro foi qualificado como um "sério risco de evasão do território nacional".
Entenda
Miranda é apontado como o articulador central de uma organização com características de “grupo mafioso” voltada para a descredibilização do Banco Central (BC) e a intimidação de profissionais de imprensa e concorrentes.
De acordo com as investigações, Thiago, fundador da agência MiThi, exercia um papel fundamental no chamado “Projeto DV”, iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O esquema consistia no recrutamento de influenciadores digitais e jornalistas para publicar postagens coordenadas contra instituições públicas. Para essas ações, eram oferecidos valores de até R$ 2 milhões, sob rígidas cláusulas de confidencialidade com multas elevadas.
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