OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

STF retém passaporte de Thiago Miranda, suspeito de criar "grupo mafioso"

Thiago é investigado pela PF por coordenar esquema milionário de intimidação à imprensa e ataques ao Banco Central

Além da restrição de deslocamento internacional, Mendonça já havia autorizado o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Brasília -  (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
Além da restrição de deslocamento internacional, Mendonça já havia autorizado o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Brasília - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, ordenou, neste sábado (11/7), a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu o investigado de deixar o país. A determinação, que ocorre sob sigilo e foi confirmada pelo Correio através de fontes no STF, integra as medidas da 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (9).

Miranda é apontado como o articulador central de uma organização com características de “grupo mafioso” voltada para a descredibilização do Banco Central (BC) e a intimidação de profissionais de imprensa e concorrentes.

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De acordo com as investigações, Thiago, fundador da agência MiThi, exercia um papel fundamental no chamado “Projeto DV”, iniciar de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao qual o publicitário é ligado.

O esquema consistia no recrutamento de influenciadores digitais e jornalistas para publicar postagens coordenadas contra instituições públicas. Para essas ações, eram oferecidos valores de até R$ 2 milhões, sob rígidas cláusulas de confidencialidade com multas elevadas.

Além da restrição de deslocamento internacional, Mendonça já havia autorizado o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Brasília. A decisão judicial permitiu a coleta de documentos, dispositivos eletrônicos e a apreensão de bens de alto valor, além de quantias em dinheiro em espécie que ultrapassaram R$ 20 mil.

A PF identificou que o grupo utilizava plataformas clandestinas de busca de dados para realizar devassas fiscais, cadastrais e financeiras contra desafetos.

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postado em 11/07/2026 16:47
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