
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) avaliou, nesta sexta-feira (17/7), que o senador e presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), estaria prejudicando a própria candidatura, com "problemas de ordem pessoal".
“Quem está prejudicando a campanha de Flávio é ele mesmo. São os problemas dele, problemas de ordem pessoal dele é que estão comprometendo a campanha dele. Não estou fazendo crítica, estou simplesmente lendo as pesquisas”, afirmou em coletiva à imprensa em agenda em Santo Ângelo (RS).
Na ocasião, Caiado também foi questionado sobre a foto de Flávio Bolsonaro com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e vinculado a Daniel Vorcaro do Banco Master. “Não saberia dizer”, respondeu o ex-governador de Goiás.
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Posteriormente, ele criticou como tais situações têm desviado o foco do debate político. “Você vê que, em vez de discutir pontos relevantes, estamos discutindo foto, briga familiar, envolvimento em corrupção e escândalo”, disse.
Vale lembrar que o senador Flávio Bolsonaro enfrentou uma série de desgastes principalmente desde junho, quando o site The Intercept Brasil vinculava Vorcaro ao orçamento do filme Dark Horse — que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ainda no final de julho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) — madrasta de Flávio — postou um vídeo nas redes sociais em que tornou público os atritos com o senador. Segundo ela, o enteado teria a maltratado e sugerido que seria melhor ela ficar de fora das decisões do partido.
Novas tarifas norte-americanas
Caiado avaliou, ainda, como “infeliz” a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que disse nas redes sociais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não negociou de boa-fé” e “colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo”.
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Desde o anúncio de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros na quarta-feira (15/7), Caiado vem criticando tanto a atuação de Lula quanto a de Flávio. Segundo ele, ambos estariam priorizando interesses eleitorais em detrimento da defesa do país. “Cada um interessado em poder se eleger diante dessa crise provocada com os Estados Unidos”, disse.

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