
O pré-candidato à Presidência da República Leonardo Avalanche (PRTB) afirmou, nesta terça-feira (28/7), durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense, que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorreu por “implicância” dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro foi preso por tentativa de golpe de Estado no ano passado. O pré-candidato também criticou o posicionamento dos filhos do ex-presidente.
“Eu acho que ele (Jair Bolsonaro) está preso pela implicância que arrumou com um ou dois ministros ali. O ministro (Alexandre de Moraes) ficou chateado e cometeu um ato, no meu entendimento, muito covarde, que foi prender quase 1.500 pessoas naquilo”, comentou.
Segundo Avalanche, quem deveria estar preso são os filhos do ex-presidente. Ele entende que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos e Eduardo Bolsonaro participaram ativamente para os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
“Eu acho que eles deveriam estar presos no lugar das 1.500 pessoas. A gente nunca vê eles defendendo essas pessoas que estão presas, eles estão defendendo só a questão do pai para fazer um palanque político para eles”, afirmou.
8 de janeiro
Para o pré-candidato, o ministro do STF Alexandre de Moraes teve uma oportunidade de soltar os que foram presos injustamente e “prender realmente quem induziu essas pessoas ao erro”. “O Carlos, que foi o coordenador desse movimento, que é o das 'tias do Zap' e das 'vovozinhas do Zap', igual eles falam, o Eduardo e o próprio Flávio Bolsonaro induziram essas pessoas", comentou.
Além disso, Avalanche considera que os três não serão capazes de alcançar o mesmo protagonismo político do pai. “Eu separo o joio do trigo. Eu acho que o Bolsonaro é uma pessoa e seus filhos fazem parte de outro grupo, porque ali você percebe que eles se tratam como um clã. Em vários depoimentos do Eduardo Bolsonaro, do Flávio e do próprio Carlos Bolsonaro dizendo que quem está no PL e conseguiu a carteira deles tem que ser expulso. São mini ditadores", disse o pré-candidato
*Estagiária sob a supervisão de Victor Correia

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