
Ao comentar sobre a possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ao governo de Minas Gerais, o Republicanos afirmou que a indefinição do parlamentar inviabilizou o projeto eleitoral da legenda para 2026. Em nota enviada ao Correio nesta quarta-feira (29/7), o partido sustentou que ofereceu todas as condições políticas para que o senador encabeçasse a disputa, mas disse que a decisão “nunca foi formalmente assumida” por ele.
O posicionamento marca uma mudança no tom adotado pela sigla. Nos últimos meses, dirigentes estaduais defenderam publicamente o nome de Cleitinho e mantiveram aberta a possibilidade de sua candidatura, mesmo diante da pressão de partidos aliados para uma definição. O Republicanos afirma que manteve diálogo constante com o senador, articulou alianças e adiou decisões estratégicas para preservar a viabilidade do projeto.
Segundo a legenda, porém, a confirmação da candidatura jamais ocorreu. “Uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo”, diz o texto.
A sigla também atribuiu peso político à ausência de Cleitinho na convenção estadual realizada em 25 de julho. Embora reconheça que o senador apresentou justificativas de ordem pessoal para não comparecer, o Republicanos afirma que a falta de uma manifestação definitiva produziu consequências práticas, levando partidos aliados a reorganizarem suas estratégias para a eleição.
“O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”, acrescenta o texto.
A nota também reforça que o Republicanos tem responsabilidade com seus filiados, pré-candidatos e aliados e, por isso, precisa conduzir seu planejamento eleitoral com previsibilidade.
Ao final, a legenda afirma que estava preparada para lançar Cleitinho ao governo, mas conclui que “os fatos falam por si” e que a candidatura nunca foi oficialmente assumida pelo senador.
A manifestação ocorre após semanas de incerteza sobre o futuro político de Cleitinho. Apesar de aparecer entre os principais nomes nas pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro, o senador vinha adiando uma definição pública sobre disputar o Palácio Tiradentes. Na noite de terça-feira (28), ele voltou a indicar que pode entrar na corrida eleitoral, enquanto aliados afirmam que a decisão já estaria tomada, restando apenas o anúncio oficial.
O Correio entrou em contato com o Cleitinho mas até a publicação desta matéria não obteve resposta. O espaço permanece aberto.

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