O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista ao Flow News nesta quarta-feira (15/7), que o Brasil "está longe de ser uma democracia". Ao comentar decisões da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar acusou a Corte de interferir no processo eleitoral, criticou a atuação de ministros em casos envolvendo políticos de direita e voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes. Durante a entrevista, Flávio também comentou a decisão que o impede de manter contato com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias.
Ao comentar a medida, Flávio afirmou que a decisão faz parte de uma perseguição contra a família bolsonaro e classificou a proibição como "desumana". Segundo o senador, a restição dificulta a atuação dele como advogado constituído na defesa do ex-presidente e também a articulação política da direita durante o período eleitoral.
"É uma interferência clássica, descarada, de tentar dificultar ainda mais o nosso trabalho. Não satisfeito de tentar enterrar o presidente Bolsonaro vivo, tentaram nos enterrar e esqueceram que éramos semente", afirmou.
Carta escrita por Jair Bolsonaro
Durante a entrevista, o apresentador Igor Coelho questionou por que Flávio decidiu ler publicamente uma carta escrita por Jair Bolsonaro, já que o ex-presidente estava submetido a medidas cautelares impostas por Moraes. Para o jornalista, a atitude poderia provocar uma nova reação do ministro.
Flávio rebateu a avaliação e afirmou que aquela era a quinta carta escrita pelo pai desde o início das restrições judiciais, lembrando que outras mensagens já haviam sido divulgadas anteriormente sem qualquer consequência. Segundo ele, a carta apenas reafirmava sua condição de pré-candidato ao Palácio do Planalto e pedia união entre os apoiadores.
"O Alexandre de Moraes só estava querendo uma desculpa para acabar de enterrar meu pai vivo", declarou.
O senador voltou a criticar as medidas impostas ao ex-presidente, afirmando que Bolsonaro já enfrentava restrições para receber visitas de familiares e advogados e que a nova determinação amplia esse isolamento.
"Ele está tratando o Bolsonaro como um sequestrado em cativeiro. 'Isso aqui é meu sequestrado, eu faço o que eu quiser com ele.' É isso que está acontecendo, infelizmente", disse.
