
Após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que o ex-presidente Jair Bolsonaro esclareça sua ciência, ou não, de que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgaria a carta que escreveu no sábado (11/7), a defesa de Jair se manifestou. De acordo com o documento, entregue ao Supremo nesta quarta-feira (15/7), Jair Bolsonaro “jamais soube que a carta seria publicada”.
“O Peticionário (Jair Bolsonaro) jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”, afirma a defesa. Os advogados ainda destacam que o ex-presidente não enxergava a escrita de uma carta como uma violação da restrição de uso das redes sociais, determinada pelo STF.
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Por meio de sua defesa, o ex-presidente ainda relembra que já chegou a redigir outras cartas aos familiares e que, mesmo quando divulgadas, a ação não provocou qualquer questionamento da Justiça. Por fim, Jair Bolsonaro se compromete a “continuar observando rigorosamente todas as condições estabelecidas”.
A leitura pública da carta do ex-presidente foi feita por Flávio ainda no sábado (11), após uma de suas visitas. Por meio dela, o ex-presidente afirma estar com “saudades” de falar ao povo brasileiro e diz que o momento é de “se empenhar para pelo nosso pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, a quem nomeou o “porta-voz” da direita”. Por consequência, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspendeu as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias.

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