Sabatina

'Misoginia tem que ser encarada como crime', afirma presidenciável

Pré-candidato do Avante, Augusto Cury quer punição rigorosa à violência contra as mulheres e rejeita exceções por motivos religiosos ou políticos

O pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, defendeu nesta terça-feira (28/7), durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense, que a misoginia seja tratada como crime, sem exceções para manifestações de caráter religioso ou político. Ao comentar o projeto de lei em discussão no Congresso, o professor e psiquiatra ressaltou que a violência contra as mulheres é um problema histórico e estrutural.

“As mulheres representam o ouro da sociedade brasileira. Sem elas, nossos céus não teriam estrelas”, afirmou. O candidato lembrou que elas foram, ao longo da história, “silenciadas, queimadas, apedrejadas e asfixiadas”, e disse que ainda hoje o sexo feminino enfrenta diferentes formas de violência, pressão e controle.

O presidenciável também citou sua atuação como escritor para reforçar a defesa da pauta feminina. Segundo ele, a obra A ditadura da beleza e a revolução das mulheres demonstra sua preocupação antiga com o tema.

Questionado sobre a possibilidade de a proposta prever exceções para manifestações religiosas ou de convicção política, Cury rejeitou a ideia. Como exemplo, citou Jesus Cristo, que, segundo ele, “defendeu profundamente as mulheres” e “correu risco de vida por mulheres que não conhecia”. Para o pré-candidato, nenhuma crença ou posicionamento político deve servir de justificativa para práticas discriminatórias ou violentas.

O evento presencial ocorre no auditório da sede do jornal, com transmissão ao vivo pelas redes do Correio. Esta é a primeira rodada de entrevistas com os candidatos ao Palácio do Planalto. A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) e da Unafisco Nacional.

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