Sabatina

Presidenciável Hertz Dias defende revogação do arcabouço fiscal e reformas

Pré-candidato do PSTU afirmou que defende a taxação de bilionários e pretende suspender o pagamento da dívida pública

Segundo Hertz, a reforma trabalhista ampliou a precarização das relações de trabalho  -  (crédito: Marcelo Ferreira CB/DA Press)
Segundo Hertz, a reforma trabalhista ampliou a precarização das relações de trabalho - (crédito: Marcelo Ferreira CB/DA Press)

O pré-candidato do PSTU à Presidência da República, Hertz Dias, defendeu nesta terça-feira (28/7) a revogação do arcabouço fiscal, da reforma da Previdência, da reforma trabalhista e da reforma tributária, além da suspensão do pagamento da dívida pública. As declarações foram feitas durante mais uma edição da tradicional sabatina com os presidenciáveis das eleições de 2026, promovida pelo Correio Braziliense.

O político, que também é professor, rapper e ativista, afirmou que quem paga impostos no Brasil é a classe trabalhadora e, por isso, esses impostos devem ser revertidos em serviços públicos e garantir a pensão dos advogados. “Não existe deficit da Previdência. Nós vamos revogar as reformas da Previdência, suspender o pagamento da dívida pública e revogar o arcabouço fiscal, que nada mais é do que uma maquiagem do que era o teto de gastos do governo”, argumentou. 

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Questionado sobre sua avaliação da reforma tributária e sobre suas propostas para a economia, o pré-candidato classificou as mudanças recentes como "contrarreformas" e afirmou que elas prejudicam os trabalhadores. Além da reforma trabalhista e da reforma tributária, ele também defendeu a revogação do Novo Ensino Médio. 

Segundo Hertz Dias, a reforma trabalhista ampliou a precarização das relações de trabalho e favoreceu a terceirização a partir de uma ótica histórica de opressão. “O Brasil tem uma das burguesias mais reacionárias do mundo, forjada em quase 400 anos de escravidão. Para explicar isso: em todos os momentos mais importantes da história do Brasil, em que ela teve condições de remover os obstáculos para o desenvolvimento do próprio país e do próprio capitalismo nacional, ela se aliou com as forças externas e massacrou o seu próprio povo.”

O candidato destacou ainda que a atual reforma tributária não enfrentou temas que considera essenciais, como a revisão da Lei Kandir, que concede benefícios fiscais às exportações de produtos primários.

"Uma reforma tributária séria no Brasil teria que ser progressiva: quanto mais você recebe, mais tem que pagar. Os bilionários estão intocados neste país e ficaram intocáveis em relação a essa reforma tributária", declarou.

O evento presencial ocorre no auditório da sede do jornal, com transmissão ao vivo pelas redes do Correio. Esta é a primeira rodada de entrevistas com os candidatos ao Palácio do Planalto. A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) e da Unafisco Nacional.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

  

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postado em 28/07/2026 10:55 / atualizado em 28/07/2026 10:56
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