RIO DE JANEIRO

Apartamento de Eduardo Bolsonaro será leiloado pela Caixa por R$ 644 mil

Banco retomou o imóvel após a inadimplência do financiamento contratado para a compra da unidade

Localizado na Avenida Pasteur, o apartamento foi avaliado em R$ 1,011 milhão. O lance mínimo estabelecido no edital é de R$ 644.324,76, valor cerca de 36% inferior à avaliaçã -  (crédito: Alan Santos/PR)
Localizado na Avenida Pasteur, o apartamento foi avaliado em R$ 1,011 milhão. O lance mínimo estabelecido no edital é de R$ 644.324,76, valor cerca de 36% inferior à avaliaçã - (crédito: Alan Santos/PR)

O apartamento que pertenceu ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, será leiloado pela Caixa Econômica Federal em 20 de agosto. O banco retomou o imóvel após a inadimplência do financiamento contratado para a compra da unidade. Localizado na Avenida Pasteur, o apartamento foi avaliado em R$ 1,011 milhão. O lance mínimo estabelecido no edital é de R$ 644.324,76, valor cerca de 36% inferior à avaliação.

A informação foi confirmada por fontes ouvidas sob reserva e pela análise de documentos públicos. De acordo com o edital, há registros de penhora, gravame e indisponibilidade na matrícula do imóvel. Eventuais providências para regularização dessas pendências ficarão a cargo do arrematante.

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A matrícula mostra que Eduardo Bolsonaro financiou R$ 780 mil para a aquisição do apartamento. O contrato com a Caixa foi firmado em outubro de 2017, com prazo de 420 meses. Como os pagamentos não foram regularizados, a propriedade foi consolidada em nome da Caixa em 30 de março de 2026, um procedimento padrão do banco.

Com a inadimplência, a Caixa tentou fazer a intimação pessoal do então proprietário para que regularizasse a dívida. Como não conseguiu localizá-lo, o banco publicou edital eletrônico de intimação nos dias 5, 6 e 7 de novembro de 2025, dando início ao prazo previsto para a quitação dos débitos.

A matrícula registra ainda uma indisponibilidade de bens determinada pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes da consolidação da propriedade pelo banco. A averbação foi feita em 22 de julho de 2025 e faz referência a uma ordem expedida em processo que tramita no STF. O registro, contudo, não reproduz o teor da decisão judicial nem informa os fundamentos que levaram à determinação de indisponibilidade.

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postado em 07/08/2026 20:58
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