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"Casamento perfeito": Boulos ataca chapa de Flávio Bolsonaro e Gaspar

Ministro ironiza união citando suspeitas de rachadinha e orçamento secreto; chapa seria reflexo do isolamento político do pré-candidato do PL

Guilherme Boulos comenta a chapa de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, criticando a união como 'casamento perfeito' da rachadinha -  (crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Guilherme Boulos comenta a chapa de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, criticando a união como 'casamento perfeito' da rachadinha - (crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira, 7, que a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) representa um "casamento perfeito". A união, segundo ele, junta suspeitas de rachadinha e de irregularidades no orçamento do Legislativo.

"Eu achei fantástico o Flávio Bolsonaro ter escolhido de vice o Alfredo Gaspar. Acho que é um casamento perfeito da rachadinha com o orçamento secreto. Vai dar bodas de ouro", declarou Boulos em entrevista coletiva em São Paulo.

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A menção à rachadinha refere-se às investigações sobre desvio de salários de assessores quando Flávio era deputado estadual no Rio de Janeiro. Em relação a Gaspar, Boulos citou suspeitas sobre R$ 6 milhões em emendas Pix e uma apuração ligada a uma acusação de estupro de vulnerável.

O ministro, no entanto, ressaltou que o deputado tem direito à presunção de inocência.

Boulos também atribuiu a escolha do vice ao isolamento político de Flávio Bolsonaro. "Talvez tenha sido o que sobrou. O Flávio não conseguiu montar nenhum partido na coligação dele, não conseguiu colocar o plano A, que era Ciro Nogueira (PP); o plano B, que era Tereza Cristina (PP); nem o plano C, que era Michelle (Bolsonaro)", disse.

Caso Lulinha

Questionado sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Boulos afirmou que a oposição não tem autoridade moral para explorar o caso. Ele sustentou que o governo federal não interfere no trabalho dos órgãos de investigação.

"Quando o Fábio foi citado, qual foi a fala do presidente? 'Se meu filho deve algo, que pague.' As investigações não recuaram um passo porque chegaram ao filho do presidente da República", declarou o ministro.

Com informações da Agência Estado

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 07/08/2026 17:04 / atualizado em 07/08/2026 17:04
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