
O coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), defendeu nesta quinta-feira (12/8) que a filiação fraudulenta do bolsonarista ao Missão “não pode ser tratada como brincadeira” e que o responsável deve ser penalizado.
“Eu acho que esse tipo de comportamento nas vésperas de um período eleitoral não pode ser tratado como uma brincadeira. Então, quem tomou esse tipo de atitude irresponsável tem que ser, evidentemente, penalizado”, afirmou a jornalistas. “Cabe à Polícia Federal tomar as providências”, acrescentou.
Mais cedo, Flávio não conseguiu registrar a candidatura à Presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao entrar no sistema da Justiça Eleitoral, a equipe jurídica da campanha se deparou com a informação de que Flávio não estava mais filiado ao PL, e, sim, ao Missão, partido do também presidenciável Renan Santos.
Sem ataque hacker
Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a filiação do senador Flávio ao Missão não foi uma falha do sistema do TSE, mas algo feito por alguém filiado ao Missão. “Não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”, afirma.
Em resposta a filiação fraudulenta, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.

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