ELEIÇÃO EM MINAS

Cleitinho diz que Zema priorizou campanha ao Planalto à dívida de Minas

Candidato do Republicanos diz que ex-governador deveria ter priorizado negociação da dívida antes de disputar a Presidência

Cleitinho disse que Zema deveria ter priorizado a negociação da dívida do estado em vez de se dedicar à campanha presidencial -  (crédito:  Júnia Garrido/Band Minas)
Cleitinho disse que Zema deveria ter priorizado a negociação da dívida do estado em vez de se dedicar à campanha presidencial - (crédito: Júnia Garrido/Band Minas)

O candidato do Republicanos ao governo de Minas, Cleitinho Azevedo, criticou o ex-governador Romeu Zema (Novo) durante o primeiro debate entre os postulantes ao Palácio Tiradentes, neste domingo (16/8), ao afirmar que ele deveria ter priorizado a negociação da dívida do estado em vez de se dedicar à campanha presidencial. A declaração ocorreu durante a discussão sobre o Propag e o endividamento de Minas.

Cleitinho afirmou que Zema deveria ter buscado uma solução diretamente com o governo federal enquanto ainda comandava o estado. Para o candidato, a negociação deveria ter ocorrido independentemente da ideologia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Na eleição dele, em vez de ele se preocupar com essa situação da dívida do estado, ele foi fazer campanha presidencial", afirmou.

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Segundo Cleitinho, uma negociação antecipada com Lula poderia ter evitado que Minas chegasse à situação atual. "Se tivesse sentado com o Lula, que é o atual presidente, independente de qualquer ideologia, e colocasse as propostas na mesa, com certeza não chegava ao ponto que chegou agora", disse.

O candidato, porém, ponderou que a dívida não foi criada pelos governos de Zema ou do atual governador, Mateus Simões (PSD). Para ele, o problema se acumulou ao longo de diferentes administrações.

Propag e arrecadação

Cleitinho também voltou a defender a revisão do acordo do Propag e afirmou que o estado precisa adotar medidas internas para ampliar a arrecadação e reduzir o endividamento. Entre as propostas citadas estão a revisão de contratos, o corte de gastos, a fiscalização de empresas que sonegam impostos e a revisão de incentivos fiscais. O candidato defendeu que empresas que recebem benefícios apresentem contrapartidas e que aquelas que não cumprirem as condições sejam cobradas.

Cleitinho também disse que nenhum candidato conseguirá quitar a dívida de Minas durante um mandato de quatro anos. Para ele, o próximo governador precisará negociar com a União desde o início da gestão.

A discussão ocorreu durante o primeiro debate televisivo entre os candidatos ao governo de Minas nas eleições de 2026. O encontro foi inicialmente previsto para a semana passada, mas acabou adiado em razão da falta de definições sobre as candidaturas no estado.

 

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VP
postado em 16/08/2026 22:21
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