Eleições 2026

Augusto Cury lança campanha à Presidência com discurso contra a polarização

Candidato do Avante iniciou a corrida presidencial em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, e apresentou propostas para educação, saúde e segurança pública

"Antes de existirem brasileiros de direita e de esquerda, existem milhões de brasileiros com dores concretas", afirmou Augusto Cury - (crédito: Divulgação)

O escritor e médico Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, deu início oficialmente à campanha eleitoral neste domingo (16/8), em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em entrevista coletiva, Cury apresentou propostas para diferentes áreas do governo e colocou o combate à polarização política como principal eixo de sua candidatura.

Para ele, a disputa entre grupos de direita e esquerda tem ultrapassado o campo das divergências políticas e provocado conflitos que atingem a sociedade. "Um dos grandes problemas da polarização é transformar o adversário político em inimigo moral", afirmou. Segundo Cury, quando o debate passa a ser baseado na ideia de que apenas um dos lados tem razão, diminui a possibilidade de diálogo e de construção de acordos.

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O candidato disse que a busca por uma política menos polarizada não significa deixar de responsabilizar quem comete crimes ou irregularidades. Na avaliação de Cury, denúncias de corrupção, violações de direitos e outros crimes precisam ser investigadas com provas e dentro das regras previstas pela Justiça. Ele também criticou o uso de acusações como instrumento de disputa eleitoral e defendeu que os problemas do país sejam discutidos a partir de propostas.

"Precisamos de firmeza serena: coragem para enfrentar os problemas sem reproduzir a violência verbal que queremos superar", declarou. A estratégia apresentada pelo candidato é manter a cobrança por resultados sem transformar adversários políticos em inimigos.

Durante o lançamento, Cury também defendeu a formação de um pacto nacional envolvendo diferentes grupos políticos e setores da sociedade. Ele afirmou que questões como violência, desemprego e falta de oportunidades não podem ser tratadas como problemas exclusivos de um determinado campo ideológico.

"Antes de existirem brasileiros de direita e de esquerda, existem milhões de brasileiros com dores concretas", disse.

Conhecido psiquiatra,  o candidato usa elementos da profissão para apresentar suas propostas. A campanha adotou o slogan "Fala, Brasil. Cury escuta" e apresentou a "Cadeira da Escuta" como um dos símbolos da candidatura. A proposta é utilizar o contato com a população para identificar demandas e incorporá-las à elaboração das políticas defendidas pela campanha.

Na área da educação, ele apresentou propostas de valorização dos professores, ampliação do ensino técnico e da educação em tempo integral. Também citou medidas de prevenção ao bullying, à ansiedade, à automutilação e à violência no ambiente escolar. Na saúde, defendeu a expansão da telemedicina e investimentos em ciência e inovação.

Para a segurança pública, propôs maior integração entre os órgãos, uso de inteligência e aplicação de tecnologia. Cury ainda afirmou que pretende montar uma equipe de governo com profissionais de diferentes posições políticas. "Não pretendo perguntar primeiro em quem alguém votou. Quero saber o que essa pessoa sabe fazer pelo Brasil", afirmou.

Depois da entrevista coletiva, o candidato participou de um ato na Praça Getúlio Vargas, no bairro São João Batista, acompanhado de apoiadores. O lançamento em Santa Luzia marcou o início da agenda oficial de Cury na disputa pelo Palácio do Planalto.

Ao apresentar a redução da polarização como uma das prioridades de sua candidatura, o presidenciável afirmou que pretende concentrar a campanha na escuta da população, no debate de propostas e na construção de soluções para problemas que, segundo ele, afetam brasileiros de diferentes posições políticas. (Com Estado de Minas)



*Estagiária sob supervisão de Edla Lula

 

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postado em 16/08/2026 14:47
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