
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu a segurança das urnas eletrônicas durante reunião com embaixadores e diplomatas nesta segunda-feira (17/8). Na abertura do encontro, o magistrado afirmou que o Brasil se tornou uma referência internacional na realização de eleições e destacou a transparência e a legitimidade do processo eleitoral.
À frente do TSE durante as eleições, Nunes Marques voltou a reforçar a confiabilidade do sistema de votação brasileiro. Segundo o ministro, a consolidação do modelo eleitoral é resultado de décadas de aperfeiçoamento das regras e da adoção de tecnologias voltadas à segurança do pleito.
"O Brasil tornou-se ao longo das últimas décadas uma referência mundial na realização de eleições. A vanguarda entre as democracias representativas contemporâneas é resultado da contínua e paulatina construção de um processo eleitoral eficiente, ancorado em normativos modernos e sistemas tecnológicos capazes de garantir a transparência, segurança e credibilidade das eleições, visando, sobretudo, a plena da vontade das cidadãs e cidadãos", disse na abertura do evento.
A manifestação ocorre após um ciclo de debates no qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, fez afirmações com dados falsos sobre as urnas eletrônicas, provocando reação da Justiça Eleitoral. Na ocasião em que a reunião de hoje foi anunciada, o TSE classificou a urna eletrônica como um "patrimônio do povo brasileiro".
Durante o encontro, técnicos da corte também apresentaram aos representantes de embaixadas informações sobre os mecanismos desenvolvidos pela Justiça Eleitoral para garantir a segurança e a integridade da votação.
"Técnicos deste tribunal apresentarão alguns dos sistemas tecnológicos desenvolvidos pela Justiça Eleitoral, que garantem de forma séria, segura e transparente, a legitimidade das eleições, a integridade do voto e a própria vitalidade do regime democrático brasileiro", disse Nunes Marques.
A reunião foi organizada depois que a área internacional do TSE foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar da visita de integrantes do governo norte-americano. A audiência, no entanto, não foi realizada em razão do recesso do Judiciário.
Dias antes, o Itamaraty havia negado vistos a dois funcionários do governo dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao Brasil oficialmente para discutir liberdade de expressão no contexto eleitoral. Internamente, o pedido foi analisado também à luz do questionamento feito por Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.
No encontro fechado desta segunda-feira, os técnicos do TSE também devem apresentar aos diplomatas os planos de contingência elaborados para enfrentar o uso de inteligência artificial durante a campanha eleitoral.
"A produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público, ou comprometer a livre formação da vontade política são uma triste realidade desta década", disse o ministro.

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