
Auxiliares do advogado-geral da União, Jorge Messias, disseram ao Correio que não houve e nem haverá acionamento da Advocacia-Geral da União (AGU) para atuar junto ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso envolvendo o vazamento de mensagens atribuídas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo os auxiliares, o episódio não é tema da AGU e não há, portanto, atuação institucional do órgão junto ao ministro no caso. A Polícia Federal acionou, no dia 30 de julho a AGU para atuar contra as medidas impostas por Mendonça sobre controle da operação Sem Desconto, que investiga as fraudes bilionárias no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
A informação afasta a possibilidade de uma articulação da Advocacia-Geral da União para acompanhar ou intervir no processo relacionado às mensagens.
Em uma série de mensagens identificadas pela Polícia Federal, Lulinha conversa sobre negócios com a empresária Roberta Luchsinger, que é investigada no âmbito da operação que investiga fraudes no INSS. As conversas foram encontradas no celular da lobista, que foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
O inquérito apura suposto tráfico de influência do filho do presidente com entes do governo federal. Em uma das mensagens, em março de 2024, ele diz que participa de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.
Cobranças
Presidente do PT e um dos coordenadores da campanha do presidente Lula à reeleição, Edinho Silva cobrou ontem (17/8) investigações contra a família do candidato a presidente do PL, Flávio Bolsonaro, ao ser questionado sobre as apurações da Polícia Federal que associam Lulinha e o ex-assessor de gabinete de Lula Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, a um esquema de fraudes no INSS.
"Apoiamos e queremos (investigações sobre) as remessas de dinheiro feitas para fora do Brasil, quase R$ 70 milhões, onde há indícios de beneficiamento da família Bolsonaro. Da mesma forma que uma compra muito estranha de um imóvel aqui em Brasília, financiado pelo BRB, banco envolvido no caso do Banco Master, também precisa ser apurada", cobrou.

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