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Davi Alcolumbre dá sinal verde para PEC da escala 6 x 1 avançar

Depois de fazer as pazes com Lula, presidente do Senado assina despacho que permite matéria ser analisada pela CCJ da Casa

Após se reconciliar com Lula, Alcolumbre destravou matérias do governo -  (crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Após se reconciliar com Lula, Alcolumbre destravou matérias do governo - (crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assinou ontem à noite o despacho para a proposta de fim da escala 6 x 1. A informação foi passada pela assessoria do parlamentar. Dessa forma, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve ir para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Já aprovada na Câmara dos Deputados, a matéria estava parada no Senado desde 28 de maio.

Nos bastidores, parlamentares governistas e da oposição atribuíam a dificuldade em fazer tramitar a PEC da escala 6 x 1 à falta de diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre. O afastamento entre eles atingiu o grau máximo em abril, quando o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a 11ª cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Senado defendia o nome do colega Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga na Corte.

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Na semana passada, Alcolumbre voltou a se reunir com Lula. Além de emitir um comunicado anunciando que determinaria o avanço da PEC, estiveram juntos, na segunda-feira, na operação da Petrobras na Margem Ocidental, onde a empresa confirmou uma grande bacia petrolífera na costa do Amapá. Segundo a assessoria de Alcolumbre, ele também assinou despacho para a PEC da Segurança Pública, proposta do governo para ampliar os poderes da União, e para a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Lula, aliás, publicou vídeo em defesa da aprovação no Congresso da medida provisória que retira a chamada taxa das blusinhas — imposto de 20% sobre produtos importados até US$ 50. Na publicação, feita numa gravação no QG eleitoral do presidente, em Brasília, diz estar "otimista" com a aprovação no Congresso da MP.

"Estou convencido de que os presidentes Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB) vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxa das blusinhas", disse.

Publicada pelo pelo governo em maio, a MP tem até 8 de setembro para ser votada. Caso não seja aprovada ou colocada em pauta, o texto perde validade — a cobrança de imposto de 20% em compras importadas de até US$ 50 voltará a valer. (Com Agência Estado)

 

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postado em 19/08/2026 03:55
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