
O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu a ampliação do uso de câmeras corporais nos policiais para melhorar a segurança pública no estado. A declaração ocorreu durante uma sabatina organizada pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico.
Na ocasião, Haddad afirmou que o atual governador adota uma opinião de "ziguezague" sobre as câmeras, mudando de posição conforme o público com quem fala. Ele criticou a gestão atual pelo aumento de 80% na letalidade policial.
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"O Tarcísio botou R$ 600 milhões no programa Muralha Paulista e não resultou em nada. Então, tem uma tecnologia aprovada, câmeras corporais nos policiais, que funciona. A letalidade policial subiu 80% no governo Tarcísio", disse.
O candidato também apontou um aumento nas mortes de policiais em serviço e fora dele, incluindo suicídios. "O Tarcísio fica ziguezagueando. Quando fica mal com a elite, ele diz que vai colocar câmeras. Depois ele fica mal com a polícia, e diz que não vai fazer. Tem que tomar decisão de ser transparente", acrescentou.
Outras propostas para a segurança
Na área da segurança, Haddad propõe agilizar o registro de Boletins de Ocorrência, permitindo que sejam feitos inclusive pelo WhatsApp. Ele também criticou a defasagem da tecnologia e dos equipamentos utilizados atualmente nas delegacias do estado.
Outra ideia reforçada pelo ex-ministro é a criação de uma agência de segurança estadual, que seria presidida pelo governador. O órgão contaria com a participação de outras instituições, como a Receita Federal, o Ministério Público e a Polícia Federal.
Haddad destacou a importância da troca de informações entre os órgãos e citou a Operação Carbono Oculto como "a melhor experiência" que teve no combate ao crime organizado, graças a essa colaboração.
Com informações da Agência Estado
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
