INVESTIGAÇÃO

Defesa de Lulinha diz que oposição usa "setores da PF" para interferir nas eleições

O inquérito apura suposto tráfico de influência do filho do presidente com entes do governo federal

PF investiga suspeitas envolvendo a relação de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete do presidente, Marcola -  (crédito: Nelson Almeida/AFP)
PF investiga suspeitas envolvendo a relação de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete do presidente, Marcola - (crédito: Nelson Almeida/AFP)

O advogado de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, afirmou ao Correio que seu cliente é alvo de uma perseguição política e acusou setores da oposição de tentar utilizar a Polícia Federal para interferir no debate eleitoral.

Segundo Carvalho, a ofensiva contra Lulinha não seria uma surpresa, diante de episódios semelhantes ocorridos em períodos eleitorais anteriores. "Infelizmente, o Fábio tem sido vítima de uma perseguição emplacada. Isso não chega a ser surpreendente, a gente já esperava que algo parecido acontecesse, como aconteceu nas últimas eleições", declarou.

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Na avaliação do advogado, a PF recuperou autonomia durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após ter sido, segundo ele, utilizada politicamente pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Carvalho disse que a instituição deve atuar com responsabilidade e independência diante do cenário eleitoral.

“Essa instituição voltou a ter independência e autonomia, deveria agir, portanto, com responsabilidade”, declarou.

O advogado também afirmou que a oposição, por não ter um projeto capaz de vencer nas urnas, estaria recorrendo a outras estratégias para atingir o grupo político do presidente.

“Infelizmente, a oposição que não tem um projeto com o país sabe que não ganha no voto e está tentando levar no tapetão”, disse.

Segundo Carvalho, a Polícia Federal está sendo utilizada para produzir efeitos políticos durante o processo eleitoral. “Estão usando setores da PF para tentar contaminar o debate eleitoral, é importante dizer isso”, arrematou.

Tráfico de influência

Em uma série de mensagens identificadas pela Polícia Federal, Lulinha conversa sobre negócios com a empresária Roberta Luchsinger, que é investigada no âmbito da operação que investiga fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). As conversas foram encontradas no celular da lobista, que foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

O inquérito apura suposto tráfico de influência do filho do presidente com entes do governo federal. Em uma das mensagens, em março de 2024, ele diz que participa de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.

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AH
postado em 19/08/2026 14:38 / atualizado em 19/08/2026 14:53
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