
O advogado de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, afirmou ao Correio que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também estaria sendo alvo de uma ofensiva interna na corporação.
Segundo o defensor, Rodrigues tem atuado para preservar a autonomia da PF e evitar conflitos entre os diferentes setores da instituição. "Nós [defesa e suspeito] confiamos no Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, que tem feito todos os esforços possíveis para manter a independência e autonomia da Polícia Federal, para manter a harmonia na corporação", comentou.
Carvalho, no entanto, disse que o próprio diretor-geral estaria sendo atingido por uma articulação que classificou como “leviana”, “desonesta” e “criminosa”. Na avaliação do advogado, a movimentação partiria de setores específicos da corporação.
“Mas infelizmente ele próprio tem sido vítima de uma ação leviana, leviana, desonesta e criminosa de determinados e específicos setores da Polícia Federal”, declarou às margens de novas investidas da PF sob o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tráfico de influência
Em uma série de mensagens identificadas pela Polícia Federal, Lulinha conversa sobre negócios com a empresária Roberta Luchsinger, que é investigada no âmbito da operação que investiga fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). As conversas foram encontradas no celular da lobista, que foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
O inquérito apura suposto tráfico de influência do filho do presidente com entes do governo federal. Em uma das mensagens, em março de 2024, ele diz que participa de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.

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