
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta terça-feira (25/8), querer privatizar todas as estatais, menos a Caixa Econômica e a Embrapa, além do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ele, a privatização não envolverá empresas operacionais.
A fala ocorreu durante sabatina promovida pelos jornais O Globo, Valor Econômico e CBN. No plano de governo do ex-governador de Minas Gerais, no entanto, era apresentada uma ideia de privatização de todas as estatais brasileiras, sem exceções. BNDES, Banco do Brasil e Petrobras seriam privatizados, por exemplo.
O candidato ainda defendeu que os recursos obtidos com as privatizações sejam direcionados para melhorias no campo da saúde e infraestrutura. “Quero levar adiante os projetos de privatização”, reforçou.
Ao ser questionado por jornalistas sobre como se dariam as privatizações, Zema defendeu o fatiamento das estatais. “Quero que o Banco do Brasil se transforme em 3,4 e 5 para poder aumentar a concorrência. O mesmo com a Petrobras, cada refinaria e região ter um operador”, explicou.
Revisão de incentivos fiscais
Durante a sabatina, Zema defendeu a revisão dos atuais incentivos fiscais brasileiros concedidos, assim como a existência de um prazo de duração estipulado para duração dos benefícios tributários. “Eu sou favorável a incentivo para regiões que precisem, mas sempre ter um tempo e desmame”, afirmou. Questionado sobre os incentivos concedidos à Zona Franca de Manaus, Zema defendeu “um cronograma, onde esse incentivo vai sendo reduzido ao longo do tempo”, completou.
“Se o Brasil não cortar gastos, não se viabiliza”
Zema também voltou a defender o corte dos gastos públicos e afirmou que, caso essa política não se concretize, o Brasil não se viabiliza. Para melhorar o cenário de altas taxas de juros, ele apontou a reforma administrativa como um caminho, assim como o combate a fraudes em programas sociais e na Previdência. “Sou especialista em fazer ajuste”, disse o mineiro.
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Motoristas de aplicativo
Zema defendeu que motoristas de aplicativo façam um avanço na formalização dessa categoria de trabalho, sugerindo que eles estejam, por exemplo, vinculados ao MEI (Microempreendedor Individual). “Quero que empresas de aplicativo, junto com os que prestam serviço, venham resolver. Talvez uma lei que fale para a empresa de aplicativo que ela vai ter que contratar, no mínimo, com essas condições”, explicou.

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