Após a notícia de que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, estaria filiado ao Partido Missão no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legenda divulgou nota nesta quinta-feira (13/8) negando qualquer participação na filiação que travou o registro de sua candidatura. Segundo o comunicado, o partido teria sido alvo de uma tentativa fraudulenta de filiação.
A nota encaminhada para a imprensa diz ainda que, ao identificar a filiação do senador, já teria tentado reverter o cadastro no mesmo dia em que a fraude foi identificada, mas o pedido teria sido negado pelo tribunal eleitoral. O texto expõe que o gabinete de Flávio Bolsonaro já havia sido comunicado sobre a tentativa de filiação desde o dia 2 de agosto. Segundo o Missão, os e-mails enviados à equipe do senador teriam sido abertos, mas nunca foram respondidos.
O partido diz que vai formalizar denúncia à Polícia Federal (PF) e ao TSE para apurar a origem da fraude, e promete disponibilizar à imprensa e às autoridades um relatório com logs, e-mails e endereços de IP relacionados ao caso, para identificar os responsáveis. Na nota, a legenda também faz questão de esclarecer que não teria interesse em receber o senador em seus quadros, citando divergências ideológicas e as suspeitas de corrupção envolvendo o filho de Jair Bolsonaro.
"O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza", diz o comunicado, que também afirma que a legenda está à disposição das autoridades para colaborar com a apuração do caso.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais, nesta quinta-feira (13/8), afirmando que a sua filiação fraudulenta ao Missão foi uma armação do sistema para tentar derrubá-lo.
Em nota, o TSE afirmou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão não foi fruto de hackeamento do sistema.
Leia a nota na íntegra:
Nota sobre filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão
O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.
