MERCADO DE TRABALHO

Ministro do Trabalho diz não ser verdade que jovens evitam CLT

Fala ocorreu em discurso realizado após a divulgação do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais), que mostrou aumento na ocupação de vagas CLT

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, questionou, nesta quinta-feira (13/8), alegações comumente divulgadas nas redes sociais de que empregos no modelo Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estariam em queda.

"Tem uma onda de dizer que o jovem não quer trabalhar por CLT, isso não é verdade", disse o titular da pasta, em discurso realizado após a apresentação de dados do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais).

O levantamento, feito entre 2023 e junho de 2026, mostrou o crescimento em 19,1% do trabalho formal — via CLT ou concurso público. Nesse período, ao todo, foram preenchidas 10,1 milhões de vagas desses tipos de emprego.

Desse total, os empregados contratados pela CLT passaram de 43,4 milhões de vínculos em janeiro de 2023 para 48,15 milhões em junho desse ano. Já entre os agentes públicos, a ampliação foi de 5,1 milhões de vínculos no período, chegando a 14,3 milhões de vínculos em junho.

Na cerimônia de divulgação dos dados do Rais, o ministro do Trabalho cobrou ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), a inclusão na pauta da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

"Precisamos que Alcolumbre libere essa pauta e não fique sentado em cima. Precisamos que os senadores votem contra ou a favor”, afirmou Marinho.

Reaproximação

A cobrança de Marinho para que Alcolumbre coloque em votação a proposta do fim da 6x1 ocorreu um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter se reunido com o presidente do Senado para alinhar expectativas entre os Poderes.

Também presente no evento de divulgação do Rais, Lula não comentou sobre encontros com Alcolumbre. Ele, no entanto, discursou contra a prática de apostas online, ao classificar as chamadas bets de "desgraças".

"A desgraça da primeira mentira é que o cara passa o resto da vida mentindo para justificar a primeira mentira. E a desgraça do jogo é que você passa a vida inteira jogando para pagar o prejuízo do primeiro jogo que você fez”, destacou.

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