Eleições 2026

No RJ, Zema critica regulamentação e defende proibição de bets

Candidato à Presidência afirmou que governo arrecada bilhões com regulamentação, sem propor uma política social para combater vício dos apostadores

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) se reuniu, nesta segunda-feira (24/8), com evangélicos da Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo (RJ), para conversar com vítimas do vício em jogos de apostas on-line, as bets. Durante a agenda, o presidenciável usou uma blusa preta estampada com a frase “chega de bets”.

O candidato chamou os jogos de aposta de “desgraça” e “praga” e reiterou que sua primeira ação, caso seja eleito, será acabar com as bets. “Eu quero proibir, se não der, pelo menos ter uma redução de 90%”, afirmou. Ele reconheceu que tal cenário pode gerar um mercado marginal ilegal, mas defendeu o uso de tecnologia para suspender e proibir esses sites de apostas.

Zema ainda criticou a regulamentação e disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está fazendo “vista grossa” aos problemas financeiros e de saúde decorrentes do uso das bets. “Temos um governo que arrecada bilhões por ano com bets e não tem nenhuma política social para combater o vício. (...) É obrigação e dever do Estado”, disse.

Em conversa com jornalistas, Zema foi questionado sobre medidas contra o mercado preditivo, que se assemelha às bets, mas consiste na compra e venda de contratos baseados no resultado de eventos futuros, como eleições, economia ou clima.

Ele defendeu a modalidade, dizendo que os mercados preditivos são positivos e tornam a economia mais previsível. “Uma coisa não se confunde com a outra. O mercado preditivo ocorre nas economias avançadas”, avaliou.

Segundo ele, as bets são construídas para “iludir” o jogador e levá-lo ao vício. Por outro lado, são profissionais que atuam no mercado preditivo com a assistência de áreas de análise de riscos para garantir preços a longo prazo. 

“Uma empresa que compra trigo, às vezes quer ter a garantia de que aquele trigo será comprado por um preço e fecha um contrato. Ela pode perder ou ganhar, mas estamos falando de especialistas, essas empresas tem área com especialistas que dimensionam o risco, até para tornar o preço do produto mais estável ao longo do tempo”, explicou. 

Outro temas

Durante a conversa com os evangélicos, Zema defendeu que trabalhadores de aplicativo tenham a profissão reconhecida, para que o entregador tenha garantias asseguradas. “O que queremos é que tenha algumas garantias, porque são milhões de brasileiros que trabalham em aplicativo. Algumas empresas já estão dando seguro, mas era preciso avançar nisso”, afirmou.

Além disso, o ex-governador de Minas Gerais prometeu nacionalizar o programa “Trilhas de Futuro”, implementado no estado durante a sua gestão. Entre outras medidas, a iniciativa oferece cursos técnicos para estudantes e pessoas que já terminaram o Ensino Médio, com os custos dos estudos sendo arcados pelo estado.

Mais Lidas