
O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), interrompeu parte da agenda eleitoral nesta terça-feira (1º/9) para acompanhar as discussões no Senado e participou de uma coletiva de imprensa antes de seguir para a Comissão de Segurança Pública. Entre os assuntos abordados, ele falou sobre a proposta que acaba com a escala 6x1, cuja votação está prevista para esta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Flávio também confirmou que visitará, no próximo sábado, Felipe Martins, em Ponta Grossa (PR).
Questionado sobre a visita ao ex-assessor, Flávio afirmou que pretende fazer um gesto de solidariedade. “Confirmada a minha visita a Felipe Martins, em Ponta Grossa, no próximo sábado. Trata-se de um gesto de solidariedade, pois considero que ele é uma das vítimas das recentes perseguições políticas”, declarou. Ele também voltou a questionar a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse considerar graves as revelações recentes envolvendo o magistrado. “Acredito que a situação é grave e suscita questionamentos legítimos sobre sua permanência no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Ao ser questionado sobre possíveis impactos da visita em sua campanha e sobre a relação com aliados, Flávio negou que sua atuação tenha envolvido irregularidades ou troca de favores. “No que tange à minha conduta, reitero que não houve qualquer irregularidade ou troca de favores. Meu eleitorado compreende a lisura dos meus atos e mantém seu apoio, ciente de que as insistências sobre o tema carecem de fundamento”, disse. Sobre a possibilidade de a agenda com Felipe Martins prejudicar sua candidatura ou aliados, afirmou considerar a avaliação equivocada e baseada em “narrativas recorrentes”.
Na parte da coletiva dedicada à pauta do Congresso, Flávio foi questionado sobre a escala 6x1 e sobre a estratégia da oposição diante da votação prevista para amanhã. O senador defendeu uma proposta alternativa à PEC relatada por Omar Aziz (PSD-AM), que mantém o texto aprovado pela Câmara e prevê a redução progressiva da jornada de trabalho até 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. “Sobre a proposta de flexibilização da jornada de trabalho, nosso foco é defender um texto que ofereça maior liberdade e autonomia ao trabalhador, permitindo que ele organize sua escala de acordo com suas necessidades, garantindo todos os seus direitos”, afirmou.
Flávio disse ainda que pretende apoiar a proposta apresentada pelo grupo oposicionista, articulada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha. “Votaremos a favor da nossa proposta, que considero superior à apresentada pelo governo”, declarou. A posição está alinhada à estratégia da oposição de tentar impedir que a PEC do fim da 6x1 avance rapidamente para o plenário durante o período eleitoral.

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