
A campanha do presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, celebrou nesta quarta-feira (2/9) o fato de o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, ter rejeitado o pedido para retirar do ar a propaganda petista que associa o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, ao escândalo do Banco Master.
Publicada no domingo (29/8), a propaganda da campanha de Lula utiliza trechos de falas de Flávio e de um áudio de uma conversa dele com o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso por fraudes no sistema financeiro.
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No material intitulado “Flávio Bolsonaro e Banco Master: O Maior Escândalo de Corrupção do Brasil”, a campanha do PT afirma que “quem mentiu foi Flávio Bolsonaro, flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões” e chama o senador de “o pior dos Bolsonaros”.
Segundo a decisão de Nunes Marques, o fato de o próprio Flávio Bolsonaro reconhecer a autenticidade do áudio publicado pela campanha do PT e admitir que a conversa tratava do patrocínio buscado junto a Vorcaro afasta, em princípio, a alegação de que a propaganda seria inverídica.
Remoção de conteúdos da campanhas da oposição
Coordenada pelo presidente do PT, Edinho Silva, a campanha à reeleição de Lula também celebrou decisões do TSE que determinaram a retirada do ar de materiais que, segundo o partido, seriam ilícitos contra Lula, a legenda e a segurança das urnas eletrônicas.
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Em uma delas, o presidente do TSE determinou a retirada do ar da propaganda em vídeo “Copa da Corrupção do INSS”. Publicado pelo deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e pelo PL do Paraná, o material — que foi impulsionado de forma paga no Facebook e no Instagram — associou vínculos familiares e profissionais de Lula a casos de corrupção.
Como justificativa para a retirada do material, o ministro argumentou que a legislação eleitoral veda o uso de impulsionamento para propaganda negativa contra adversários.
O TSE também determinou a remoção de conteúdos publicados pelos perfis “Miguel Diniz — Pátria Amada Brasil”, no X, Instagram e Facebook, sob a justificativa de que se tratava de material sabidamente inverídico, já que essas páginas associaram o PT ao nazismo e à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O presidente do TSE também determinou a remoção de conteúdos publicados nas redes sociais de Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato Flávio, que utilizavam a desclassificação de um relatório da CIA sobre a Venezuela para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas brasileiras.
Outra decisão do TSE celebrada pela campanha de Lula determinou a retirada de um outdoor em Balneário Camboriú (SC) que exibia uma caricatura de Lula acompanhada da frase “Molusco: o rosto da corrupção” e de uma mensagem defendendo uma mudança de rumo do país nas eleições.
Segundo Nunes Marques, a irregularidade, neste caso, estava no uso de um outdoor para propaganda político-eleitoral.
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