
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (4/9), durante entrevista à Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), que aguarda a votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1. Segundo ele, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou aos senadores que a matéria será levada ao plenário após o primeiro turno das eleições.
Questionado sobre a possibilidade de aprovação antes da primeira etapa do pleito, Lula disse não saber quando a votação ocorrerá. O presidente, porém, manifestou expectativa de que o texto avance no Congresso. “Ele disse aos senadores que, assim que terminar o primeiro turno das eleições, ele vai colocar em votação. Agora nós estamos na expectativa de que ele coloque em votação”, afirmou.
Lula defendeu a redução da jornada como uma medida que permitiria aos trabalhadores ter mais tempo para descanso e atividades pessoais. Segundo ele, a mudança poderia beneficiar a convivência familiar, os estudos e outras atividades do cotidiano.
“Se fosse aprovada a escala 6x1, a gente poderia trabalhar com certeza que a gente vai ter o povo brasileiro trabalhador descansando um pouco mais, ficando um dia a mais com a família, para estudar, para criar auxílios, para visitar parentes, para fazer as coisas que todo mundo gosta de fazer”, declarou.
O presidente também afirmou que ficou com dúvidas sobre a não votação da proposta. Segundo ele, outros projetos avançaram, mas a escala 6x1 e a PEC da Segurança ficaram pendentes. “Eu, sinceramente, fiquei com uma dúvida por que não foi aprovado. Porque aprovou quase tudo, só ficou para ser votado a escala 6x1 e a PEC da Segurança”, disse.
PEC da Segurança
Na entrevista, Lula também destacou a importância da aprovação da PEC da Segurança. Segundo ele, a proposta permitiria a criação do Ministério da Segurança Pública, com a definição do papel da União no combate ao crime organizado.
“A PEC da Segurança era importante ser aprovada, porque aprovada a PEC, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para definir qual é o papel da União no combate ao crime organizado, a bandidagem neste mundo”, afirmou.
Ao comentar o adiamento da votação, Lula disse não saber as razões que levaram o presidente do Senado a tomar a decisão. “Não sei quais as razões que o presidente do Senado teve para fazer isso”, declarou.

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