CRISE NO STF

Quem é William Murad, diretor-geral interino da Polícia Federal

Delegado está há 24 anos na PF e já passou por áreas como inteligência, tecnologia e cooperação internacional

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Murad ingressou na Polícia Federal em 2002 -  (crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado )
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Murad ingressou na Polícia Federal em 2002 - (crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado )

William Marcel Murad chega ao comando interino da Polícia Federal com mais de duas décadas de carreira na corporação e experiência em diferentes áreas da instituição. Diretor-executivo desde janeiro de 2025, ele assumiu a chefia da PF nesta terça-feira (8/9), após o afastamento temporário do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), Murad ingressou na Polícia Federal em 2002. Naquele ano, terminou em primeiro lugar o Curso de Formação Profissional para delegado da corporação, realizado na Academia Nacional de Polícia (ANP).

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A carreira começou na área de combate ao tráfico de drogas. Murad foi chefe substituto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes em Pernambuco entre 2002 e 2004. Depois, atuou no Rio Grande do Norte, onde passou pela chefia da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, pelo Núcleo de Inteligência Policial e pela Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado.

A experiência em inteligência se tornou uma das marcas da trajetória do delegado. Ele fez cursos de Inteligência Antidrogas, em Lima, no Peru, e de Inteligência Policial, em João Pessoa, além do Curso Superior de Polícia da ANP. Em 2010, também passou pela FBI National Academy, na Virgínia, nos Estados Unidos.

Murad também ocupou cargos ligados à segurança de grandes eventos. Entre 2013 e 2017, trabalhou na Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça. No período, foi diretor de Projetos Especiais e participou da estrutura de segurança da Copa do Mundo de 2014. Depois, tornou-se diretor de Inteligência e coordenou a Operação de Inteligência de Segurança Pública dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Dentro da própria PF, o delegado também acumulou experiência em tecnologia. Foi coordenador-geral de Inteligência entre 2017 e 2017, coordenador-geral de Tecnologia da Informação entre 2017 e 2018 e diretor de Tecnologia da Informação e Inovação entre 2018 e 2021.

Antes de chegar ao segundo posto mais alto da corporação, Murad passou mais de três anos no exterior. Entre novembro de 2021 e dezembro de 2024, atuou como adido policial federal no Reino Unido, dentro da Diretoria de Cooperação Internacional da PF. Em janeiro de 2025, assumiu a Diretoria-Executiva, posição que o colocou como substituto imediato do diretor-geral.

Agora, além das funções que já exercia como número dois da PF, Murad passa a responder interinamente pela direção da corporação. O cargo envolve a coordenação das atividades da Polícia Federal no país, a administração do orçamento e a representação institucional do órgão.

Durante discurso na cerimônia de abertura do LXIII Curso de Formação Profissional (CFP) para agente de Polícia Federal nesta terça-feira (8/9), Murad afirmou ter “total confiança” em Andrei Rodrigues. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o diretor-geral foi afastado por decisão do ministro.

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postado em 08/09/2026 16:47
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