
A candidata à Presidência da República pela Unidade Popular (UP), Samara Martins, defendeu, durante sabatina ao Correio nesta terça-feira (8/9), o aumento de 100% do salário mínimo. Segundo ela, a elevação dos rendimentos poderia ser viabilizada por meio de mudanças nas regras fiscais.
Samara afirmou que, no início dos anos 2000, o salário mínimo passou por uma sequência de aumentos reais. Na avaliação da candidata, caso essa política tivesse sido mantida após a adoção do teto de gastos, em 2016, o salário mínimo atual estaria próximo de R$ 3.200. “Nós defendemos o aumento de 100% do salário mínimo”, disse às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos.
A candidata também comparou o salário mínimo brasileiro com os valores praticados em outros países da América Latina. Segundo ela, o Brasil está entre os países da região com os menores pisos salariais, apesar de possuir um Produto Interno Bruto (PIB) superior ao de outras economias latino-americanas.
Samara citou ainda uma estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), segundo a qual o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas seria superior a R$ 7 mil. O cálculo considera despesas como alimentação, moradia e transporte.
“R$ 1.621 às vezes não dá nem para pagar o aluguel em várias cidades. Aí, um da casa trabalha para pagar o aluguel e o outro trabalha para pagar o restante das despesas”, disse. Para financiar a proposta, Samara defendeu mudanças na política fiscal. “É possível que a gente aumente suspendendo o arcabouço fiscal”, afirmou.
A sabatina do Correio ocorre em parceria com Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), Febrafipe (Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais), Unafisco Nacional (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) e Fenat (Federação Nacional dos Auditores Fiscais Tributários).

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