Crise no Judiciário

William Murad assume comando da PF e defende atuação de Andrei Rodrigues

Número dois da corporação diz ter "total confiança" no diretor-geral afastado e afirma que PF não se deixará abalar por ataques

Murad afirmou que a instituição tem o dever de se defender de ataques e de tentativas de
Murad afirmou que a instituição tem o dever de se defender de ataques e de tentativas de "usurpação de funções" - (crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado )

O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, deve assumir interinamente o comando da corporação após o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado nesta terça-feira (8/9) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Número dois na linha de sucessão da PF, Murad afirmou ter “total confiança” na atuação de Rodrigues.

A declaração ocorreu durante discurso na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, para novos alunos do curso de formação da corporação. Murad afirmou que a instituição tem o dever de se defender de ataques e de tentativas de “usurpação de funções”. Segundo ele, a atuação da PF deve permanecer pautada pela Constituição, pelas leis e pelo interesse público, sem interferência política.

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Murad também destacou a importância da independência e da credibilidade da Polícia Federal. “Não nos deixaremos abalar por ataques. Repito, venham de onde vierem”, afirmou. Na sequência, reforçou a defesa ao diretor afastado: “Aqui reafirmamos a nossa total confiança na direção-geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues”.

Durante o evento, Rodrigues chegou a comparecer à Academia Nacional de Polícia, mas deixou o local antes do início da cerimônia após ser informado sobre a decisão de Mendonça. Com a notificação formal do afastamento, Murad passou a exercer temporariamente a chefia da corporação.

No discurso aos futuros agentes, Murad também ressaltou que o trabalho policial depende da atuação integrada de servidores e defendeu uma PF “forte, técnica e independente”. Para o diretor-executivo, o momento exige serenidade, enquanto a corporação segue cumprindo suas atribuições e atravessa o período de instabilidade provocado pelo afastamento da cúpula.

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postado em 08/09/2026 13:43
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