
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (11/9), durante coletiva de imprensa em Manaus, que a abertura das informações da investigação envolvendo seu nome será positiva, pois, segundo ele, permitirá comprovar as explicações que tem apresentado sobre o caso. O senador pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que dê transparência aos elementos da investigação.
“Eu peço para o ministro André Mendonça: tira o sigilo de tudo, mostra tudo para o povo. O povo merece saber e diferenciar quem está certo, que é o meu caso, de quem está errado, que é o caso do governo”, afirmou. É a primeira vez que o candidato defende o fim do sigilo.
Flávio disse não ter objeções à investigação e afirmou que a divulgação dos dados deverá confirmar sua versão de que não houve irregularidades na relação envolvendo o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu não tenho nada a reclamar sobre isso. Eu acho que tem que dar transparência em tudo e vão encontrar o que eu sempre disse, gente: que eu não tenho nada a esconder, que o filme é totalmente legal”, declarou.
Segundo o candidato, a produção está pronta e o patrocínio recebido foi privado. Ele afirmou que começou a buscar investimentos para o filme em janeiro de 2025, quando exercia o mandato de senador da oposição. “Eu tô muito feliz que só vão se confirmar as coisas que eu sempre falei. O filme é receber um patrocínio privado, não tem absolutamente nenhuma contrapartida”, disse.
Sem contrapartida
Flávio argumentou que, por ser senador de oposição ao governo Lula, não teria como oferecer qualquer contrapartida em troca do investimento no filme. “Eu sou o senador de oposição. O que é que eu, como senador, podia dar em contrapartida? Nada. Eu sou oposição”, afirmou. “Então não existe contrapartida.”
O candidato comparou a situação às acusações que fez contra integrantes do atual governo. Sem apresentar, nas declarações, provas adicionais para sustentar as acusações, Flávio afirmou que há outros episódios que, em sua avaliação, também deveriam ser investigados. “Tem muito para ser investigado. Que se investigue tudo”, disse.

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