JUDICIÁRIO

Moraes diz que Mendonça "protege" determinado grupo político

Magistrado afirma que não cabe ao colega de plenário decidir quais documentos serão acessíveis aos demais ministros para subsidiar sessão da próxima terça-feira

 Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes (R) looks on next to Justice Andre Mendonca during a court session at the Supreme Federal Court (STF) in Brasilia on September 2, 2026. The president of Brazil's Supreme Court on September 2 urged citizens to maintain trust in the institution as it battles a scandal involving a polarizing judge who has crossed swords with the right and Elon Musk. Justice Alexandre de Moraes, famous for overseeing the coup trial of far-right ex-president Jair Bolsonaro and for battling disinformation on Musk's X platform, has come under intense scrutiny over text messages he received from a fraud-accused banker. (Photo by Evaristo Sa / AFP)
      Caption  -  (crédito:  AFP)
Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes (R) looks on next to Justice Andre Mendonca during a court session at the Supreme Federal Court (STF) in Brasilia on September 2, 2026. The president of Brazil's Supreme Court on September 2 urged citizens to maintain trust in the institution as it battles a scandal involving a polarizing judge who has crossed swords with the right and Elon Musk. Justice Alexandre de Moraes, famous for overseeing the coup trial of far-right ex-president Jair Bolsonaro and for battling disinformation on Musk's X platform, has come under intense scrutiny over text messages he received from a fraud-accused banker. (Photo by Evaristo Sa / AFP) Caption - (crédito: AFP)
Em ofício enviado a Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o colega de Corte, André Mendonça, atua para "proteger determinado grupo político". O documento foi enviado após Mendonça, relator do caso Master, afirmar que estava divulgando todos os documentos relacionados ao caso.
No entanto, Moraes anexou prints da página de acompanhamento processual em que aparece a mensagem informando que o processo "possui peças sigilosas não visíveis". O texto solicita a Fachin que determine o levantamento integral do sigilo.
"O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados", escreveu Moraes.
O ministro ainda ressalta que não cabe a Mendonça selecionar quais trechos do inquérito serão disponibilizados ao plenário para julgamento da sessão de terça-feira (15), onde o colegiado avaliará se abre ou não investigação contra Moraes. "Não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", ressalta.

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Moraes ainda afirma que a ocultação de trechos da investigação pode resultar em violação do devido processo legal. "Reitero ao Excelentíssimo Presidente a necessidade de acesso integral, sob pena de grave ferimento ao princípio do devido processo legal, com a supressão ao Colegiado do conhecimento de 18 PETs e de 180 documentos existentes nas demais 13 PETs", concluiu o ministro.

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postado em 11/09/2026 19:35
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