
Para 28% dos brasileiros, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria sofrer um processo de impeachment. Outros 12% defendem a mesma medida contra o ministro André Mendonça. Os dados são da nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12/9).
O afastamento temporário dos magistrados reúne percentuais maiores. Segundo o levantamento, 34% defendem que Moraes deixe o cargo enquanto o caso é apurado. No caso de Mendonça, o índice chega a 37%.
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A pesquisa também apresentou outras alternativas aos entrevistados. Entre os que avaliaram a atuação de Moraes, 13% disseram que o ministro deveria renunciar. Outros 7% afirmaram não ver irregularidades em sua conduta, enquanto 5% consideraram que não houve problema porque a obtenção de provas por Mendonça teria ocorrido de forma ilegal.
Em relação a Mendonça, 25% afirmaram que o ministro não cometeu nenhuma irregularidade. Outros 11% defenderam que ele deixe o Supremo por meio de renúncia.
Preferência eleitoral
As avaliações mudam de forma significativa conforme a preferência eleitoral. Entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 50% defendem o impeachment de Moraes. O percentual cai para 9% entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já sobre Mendonça, 48% dos eleitores de Flávio dizem não ver irregularidades em sua atuação, enquanto 49% dos eleitores de Lula apoiam o afastamento temporário do ministro.
O levantamento ocorre em meio ao embate entre Moraes e Mendonça em torno das investigações sobre o Banco Master. A crise ganhou força após a divulgação de informações sobre as relações de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e passou a envolver questionamentos sobre a condução das apurações por Mendonça.
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas em 125 cidades entre terça-feira (8/9) e quinta-feira (10/9). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01833/2026.
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