
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro interrompeu a campanha eleitoral para um pronunciamento oficial nesta terça-feira (15/9), antes do início da sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e de informações obtidas pela Polícia Federal no caso Banco Master. Em pronunciamento, o senador afirmou que o momento exige atenção ao “destino” do país.
Flávio disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criou um desequilíbrio institucional ao governar, segundo ele, ao lado de parte do STF. O candidato afirmou ainda que o atual governo faria parte de um “sistema que tá apodrecido” e que os acontecimentos recentes estariam revelando esse cenário à população.
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Segundo o candidato, adversários estariam tentando criar acusações contra ele para desviar a atenção dos problemas do país. “Agora na reta final bateu o desespero no outro lado. Eles já partiram pro ataque baixo para me acusar de um monte de mentira. Querem inventar escândalos para esconder o verdadeiro escândalo do país”, disse.
Flávio também criticou a relação entre o governo federal e o ministro Alexandre de Moraes. “O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes e no fim o Brasil ficou sem presidente nenhum, sem comando”, afirmou.
O candidato também apresentou propostas para um eventual governo. Na área de segurança pública, afirmou que organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho e milícias seriam declaradas “organizações narcoterroristas”. Segundo ele, a medida teria como objetivo ampliar o combate ao crime organizado. “Nós vamos devolver a primeira de todas as soberanias, a soberania da segurança pública”, declarou.
Na economia, Flávio afirmou que pretende reduzir os juros e a dívida. O candidato relacionou o endividamento das famílias à situação fiscal do governo e disse que pretende adotar medidas para reduzir o peso das dívidas sobre os brasileiros.
“Nós vamos fazer um governo em que os juros vão desabar e a dívida também. O povo tá devendo porque o governo tá devendo”, afirmou. Durante o pronunciamento, Flávio também criticou Lula e afirmou que o governo teria deixado a população endividada e fortalecido o crime.
Ao final do pronunciamento, Flávio adotou tom de campanha e afirmou que pretende promover uma mudança no país. Segundo ele, um eventual governo seu teria como objetivos fortalecer a democracia e melhorar as condições de vida da população.
“O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo. Um novo presidente tá chegando e eu quero deixar uma mensagem de esperança”, afirmou.
Flávio encerrou dizendo que pretende dedicar-se à campanha e que, ao final de um eventual mandato, o país estaria “muito melhor” do que está atualmente. “O Brasil vai sair dessa”, declarou.
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