Supremo

Tensão e silêncio marcam julgamento de Moraes no STF

Sessão que analisa abertura de investigação sobre ministro é marcada por restrição de acesso ao plenário, cochichos entre magistrados e clima de tensão

Moraes, personagem central do julgamento, ficou em silêncio por cerca de duas horas -  (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
Moraes, personagem central do julgamento, ficou em silêncio por cerca de duas horas - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa nesta terça-feira (15/9) a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes começou em clima de tensão e com uma rara restrição de acesso ao plenário. Apenas fotógrafos da própria Corte e jornalistas autorizados acompanham a sessão presencialmente, sem permissão para utilizar celulares ou notebooks.

Enquanto os ministros discutem o caso, os bastidores são marcados por cochichos, consultas a celulares e doses de café. Moraes, personagem central do julgamento, manteve-se em silêncio durante as primeiras horas da sessão e só tomou a palavra depois de cerca de duas horas. Em alguns momentos, conversou brevemente com Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

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O ambiente também foi marcado por uma troca de tensão entre o presidente da Corte, Edson Fachin, e o ministro Flávio Dino. Logo após a leitura do relatório por Fachin, Dino pediu a palavra praticamente ao mesmo tempo que Kassio Nunes Marques. Dino, no entanto, permitiu que Kassio falasse primeiro. Na sequência, declarou-se impedido de participar da análise do caso.

A movimentação continuou com Kassio deixando o plenário após autorização de Fachin. Toffoli, por sua vez, informou que permaneceria na sessão mesmo depois de ter declarado suspeição. Moraes e Dino ainda trocaram poucas palavras e gestos em dois momentos. Os dois estão separados por André Mendonça na distribuição dos assentos do plenário.

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postado em 15/09/2026 14:05
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