RESPOSTA

Brasil rebate críticas dos EUA e nega falhas no combate ao crime organizado

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a manifestação dos EUA ignora iniciativas como a sanção da Lei Antifacção

Declaração do Ministério da Justiça reforça papel do Brasil na luta contra o crime organizado -  (crédito: Isaac Amorim / MJSP)
Declaração do Ministério da Justiça reforça papel do Brasil na luta contra o crime organizado - (crédito: Isaac Amorim / MJSP)

O governo brasileiro refutou críticas feitas pelos Estados Unidos em relatório anual enviado ao Congresso norte-americano sobre os maiores países produtores e de trânsito de drogas para o ano fiscal de 2027. Embora o Brasil não integre a lista de 23 países citados no documento divulgado em 15 de setembro, a publicação trouxe apontamentos secundários sobre a atuação do país. Em resposta oficial publicada nesta quarta-feira (16/9), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) afirmou que a posição do governo norte-americano desconsidera os esforços e avanços do Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

Segundo a pasta, a manifestação dos EUA ignora iniciativas como a sanção da Lei Antifacção, ocorrida em março de 2026, que endureceu penas para lideranças criminosas e criou mecanismos para asfixiar as finanças das organizações. O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressaltou ainda o impacto do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio do mesmo ano. A medida fortalece o sistema prisional, aprimora a investigação de homicídios, combate o tráfico de armas e orienta dezenas de milhares de operações de forças federais, gerando bilhões de reais em prejuízos financeiros aos grupos criminosos.

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O governo brasileiro também destacou a robusta cooperação internacional existente entre as duas nações e lembrou a proposta entregue pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Washington, no dia 7 de maio de 2026. O plano detalha ações conjuntas para compartilhamento de inteligência, combate à lavagem de dinheiro e repressão ao tráfico de armas, mas ainda aguarda resposta formal da administração norte-americana.

Por fim, o MJSP esclareceu que as alusões no texto norte-americano não correspondem a um descumprimento formal previsto pela legislação dos EUA, tratando-se de uma observação circunstancial na parte narrativa do documento, sem efeito dispositivo. A pasta reafirmou que o enfrentamento às facções é prioridade absoluta do Estado e que o Brasil continuará atuando de forma soberana, permanente e integrada na proteção de sua população.

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postado em 16/09/2026 22:56 / atualizado em 16/09/2026 22:58
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