
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) afirmou que recorrer à decisão do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, que negou dar andamento à ação que pedia o cancelamento do reajuste de 15% no valor do Bolsa Família, anunciada nesta quinta-feira (17/9), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão de Mendonça em negar a análise da ação movida por Trovão usou como justificativa a alegação de que o parlamentar e candidato à reeleição por Santa Catarina não teria legitimidade para questionar junto ao TSE ações da campanha para o cargo de presidente da República, em alusão a críticas à candidatura de Lula.
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"Ele (Mendonça) fez de maneira correta a decisão, (afinal) eu não sou candidato à presidência. Da mesma maneira que ele fez de maneira certa, eu também vou usar a maneira correta, que é entrar com um agravo contra essa decisão de André Mendonça”, disse o parlamentar, em publicação na rede social.
Medida eleitoreira, diz Trovão
O questionamento de Zé Trovão junto ao TSE se deu sob a justificativa de que o anúncio do reajuste do benefício social foi anunciada 17 dias antes do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro.
“A recomposição (do Bolsa Família) foi anunciada em 17 de setembro de 2026, já durante o período eleitoral, quando faltavam pouco mais de duas semanas para a votação e as pesquisas indicavam acirramento da disputa pela Presidência”, diz trecho da ação. Zé Trovão, em sua rede social, escreveu que "programa social não pode ser usado para comprar o voto do brasileiro."
Recomposição da inflação
Com o reajuste de 15%, anunciado pelo presidente e candidato à reeleição Lula, o benefício passa de R$ 600 para R$ 691. Ao assinar a medida, o petista destacou que o reajuste ocorreu para "recompor a inflação e proteger o poder de compra das famílias brasileiras".
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o custo financeiro do reajuste será de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027.
"Nós estamos identificando que há o espaço fiscal para conceder esse reajuste nos termos que a lei nos autoriza a fazer. O impacto para esse ano é a partir da folha de outubro é de R$ 5,8 bilhões e para o ano que vem, em torno de R$ 22 bilhões, nós vamos ajustar a lei orçamentária de 2027 para que dentro do espaço fiscal que nós temos para que a gente acomode lá o reajuste do bolsa família", afirmou o ministro.
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