
O PT subiu o tom contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao explorar as investigações sobre a relação do parlamentar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Secretário nacional de Comunicação da legenda, Éden Valadares afirmou que o caso expõe diferenças entre as gestões de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) na condução de investigações envolvendo o sistema financeiro.
“O Presidente Lula já provou que no seu governo ninguém impede o trabalho da Polícia Federal e a Justiça investiga tudo e todos, doa a quem doer. Por isso que no governo dos Bolsonaros o Master virou Banco e Vorcaro virou banqueiro, enquanto com Lula o banco foi fechado e Vorcaro virou prisioneiro”, afirmou Valadares.
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A ofensiva ocorre após a divulgação de documentos das investigações sobre o Master que colocaram novamente Flávio no centro do caso Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador é investigado em inquérito aberto por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal e com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração busca esclarecer suspeitas, em tese, de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos correlatos relacionados ao financiamento da produção.
As investigações também alcançam os recursos destinados ao projeto. Documentos apontam que R$ 61 milhões foram transferidos para financiar o filme após tratativas entre Flávio e Vorcaro. O senador reconheceu que procurou o então banqueiro para buscar recursos para a produção, mas nega ter recebido pessoalmente o dinheiro ou oferecido qualquer contrapartida. Segundo Flávio, tratava-se de patrocínio privado para uma obra sobre seu pai.
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Éden concentrou a reação justamente nesse vínculo. “Os fatos concretos, a realidade comprovada sobre esse escândalo é que entre tantas citações a autoridades, políticos, ministros, apenas um candidato a presidente recebeu R$ 61 milhões do Banco Master. Somente um único troca mensagens e chama o banqueiro de irmão. Apenas Flávio Bolsonaro é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro”, declarou.
Mensagens obtidas durante as apurações mostram que Flávio e Vorcaro utilizavam termos como “irmão” e “irmãozão” nas conversas. Em uma delas, enviada em novembro de 2025, o senador disse ao empresário: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”
A estratégia do PT é transformar o caso Master em um dos principais flancos de desgaste do adversário na reta final da disputa presidencial. Valadares encerrou a declaração vinculando diretamente o candidato do PL ao ex-controlador do banco. “Ele pode tentar criar cortina de fumaça, mudar o foco ou seguir inventando mentiras, mas nunca vai escapar da verdade: votar em Flávio Bolsonaro é votar em Daniel Vorcaro.”
Flávio tem rejeitado as acusações de irregularidade. Ao comentar anteriormente as negociações para Dark Horse, afirmou que a busca pelos recursos ocorreu exclusivamente para financiar o filme e sustentou que não houve uso de dinheiro público. O senador também disse ter conhecido Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando, segundo ele, ainda não havia acusações públicas contra o empresário.
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