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Lula defende novo papel da União na segurança e cita pacto contra crime no Rio

O presidente também falou sobre uma maior participação dos municípios na segurança pública e disse que o governo federal poderá contribuir com treinamento nas áreas de inteligência e atuação policial

O petista criticou, ainda, o modelo de operações temporárias das Forças Armadas em áreas dominadas pela criminalidade -  (crédito: Reprodução)
O petista criticou, ainda, o modelo de operações temporárias das Forças Armadas em áreas dominadas pela criminalidade - (crédito: Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (18/9), uma mudança na divisão de responsabilidades entre União e estados na área de segurança pública. Segundo o petista, o governo federal trabalha pela aprovação de uma proposta de emenda à Constituição que, na avaliação dele, deverá definir de forma mais clara a participação da União no enfrentamento da criminalidade.

Lula afirmou que, desde a Constituição de 1988, a responsabilidade direta pela Polícia Civil e pela Polícia Militar está concentrada nos estados. A proposta defendida pelo presidente busca estabelecer como União, estados e municípios poderão atuar conjuntamente na segurança pública.

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Ao falar especificamente sobre o Rio de Janeiro, o chefe do Executivo apresentou a iniciativa em andamento como um “pequeno exemplo” de um modelo que, segundo ele, poderá ser levado a outras regiões do país.

O presidente citou três eixos para a atuação: sufocar a logística do crime organizado, retomar territórios ocupados pela criminalidade e fortalecer a capacidade dos municípios. “Não tem sentido o crime organizado e a bandidagem tomar conta da rua, da vila, do bairro, da escola, da igreja”, afirmou Lula. Ele também defendeu uma maior participação dos municípios na segurança pública e disse que o governo federal poderá contribuir com treinamento nas áreas de inteligência e atuação policial.

“O bairro tem que ter um dono: o povo”

Lula afirmou que a segurança pública precisa garantir que moradores possam circular e utilizar os serviços de seus bairros sem a imposição de cobranças por grupos criminosos. “Você não pode levantar sabendo que o teu bairro tem um dono. Você não pode comprar gás sabendo que você vai ter que pagar um pedaço para pegar gás”, disse.

Na avaliação apresentada pelo presidente, ruas, vilas e bairros devem permanecer sob controle da população. “A vila é sua, a rua é sua, o bairro é seu”, declarou.

Durante a entrevista, Lula também criticou o modelo de operações temporárias das Forças Armadas em áreas dominadas pela criminalidade. Ao mencionar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e intervenções anteriores, afirmou ser contrário a ações que, segundo ele, permitam a saída dos criminosos antes da chegada das tropas e o retorno deles após a saída dos militares. “Quando saía, a bandidagem voltava”, afirmou. Para o presidente, a atuação policial precisa ser permanente. “A polícia tem que atuar 24 horas por dia, durante 365 dias por ano.”

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postado em 18/09/2026 11:27 / atualizado em 18/09/2026 11:29
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