Nova York

Na ONU, Lula diz que eleição no Brasil ficará entre "democracia e negacionismo"

Presidente brasileiro afirmou que pleito de 4 de outubro será "transparente e competitivo" e citou riscos de desinformação e de interferência de interesses estrangeiros

Petista acusou candidatos de manterem relações com interesses estrangeiros que, segundo ele, seriam contrários ao Brasil -  (crédito: Ricardo Stuckert/PR)
Petista acusou candidatos de manterem relações com interesses estrangeiros que, segundo ele, seriam contrários ao Brasil - (crédito: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (22/9), durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que as eleições brasileiras de 4 de outubro representarão uma escolha entre “democracia e negacionismo”. Segundo ele, os eleitores não decidirão apenas os próximos ocupantes da Presidência da República, dos governos estaduais e do Legislativo, mas também os rumos políticos do país.

O líder petista direcionou a mensagem à situação brasileira e destacou a importância do processo eleitoral. “No dia quatro de outubro, milhões de brasileiras e brasileiros vão às urnas para definir o seu destino”, iniciou.

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Na avaliação do presidente, o pleito colocará em disputa dois projetos distintos para o país. O Brasil vai “avançar rumo a um futuro de mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão”, disse.

Lula também afirmou que a eleição será realizada de forma transparente e ressaltou a liberdade de expressão dos candidatos durante a campanha. “Teremos um pleito transparente e competitivo, em que todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão”, declarou.

Na sequência, porém, fez uma ressalva sobre o uso dessa liberdade e acusou parte dos candidatos de manter relações com interesses estrangeiros que, segundo ele, seriam contrários ao Brasil. “Sabemos que alguns abusam dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país”, afirmou, sem citar o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Desinformação

Lula também mencionou o papel das redes sociais no processo eleitoral e afirmou que o governo não subestima os riscos de campanhas de desinformação durante a disputa. “Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem desvirtuar o debate público durante a campanha”, disse.

Apesar disso, defendeu a estrutura do sistema eleitoral brasileiro e destacou que o país tem mecanismos capazes de garantir a realização do pleito. “Possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto”, declarou.

O presidente também citou a atuação da imprensa e da sociedade no acompanhamento das eleições. Segundo ele, a combinação entre o sistema eleitoral, a cidadania e a imprensa deverá contribuir para preservar a vontade dos eleitores. “Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular.”

O petista associou, ainda, a defesa da democracia à soberania nacional. “A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém... ninguém nos afastará desse caminho”, enfatizou. Ele concluiu a fala com uma bênção aos presentes: “Que Deus nos abençoe a todos. Muito obrigado”.

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postado em 22/09/2026 12:30 / atualizado em 22/09/2026 12:32
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