
O avanço dos problemas relacionados ao jogo patológico no Brasil passou a representar um impacto bilionário para o país, segundo dados apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Entre 2018 e 2025, os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) associados ao transtorno cresceram cerca de 140%.
De acordo com os números apresentados pelo ministro, os danos relacionados ao jogo geram um custo social estimado em R$ 38,8 bilhões por ano. A maior parte desse montante, R$ 30,6 bilhões, equivalente a 78,8% do total, está ligada à área da saúde.
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Nesse cálculo estão incluídos impactos como mortes adicionais por suicídio, perda de qualidade de vida associada à depressão e gastos com tratamentos médicos. Outros R$ 8,2 bilhões são relacionados a consequências como perda de moradia, seguro-desemprego e encarceramento.
“São dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente, eles não expressam todo o sofrimento, quando a gente ouve o depoimento dos pacientes, dos profissionais de saúde e dos familiares”, afirmou Padilha.
Mais de 1,3 milhão aderiram à autoexclusão
Como parte das medidas de enfrentamento aos impactos das apostas eletrônicas, o governo criou uma plataforma de autoexclusão. Por meio dos sites dos ministérios da Fazenda ou da Saúde, o cidadão pode solicitar que seu CPF deixe de receber mensagens e publicidade relacionadas às apostas e não possa ser utilizado para apostas eletrônicas.
Segundo Padilha, mais de 1,3 milhão de brasileiros já fizeram a solicitação. Quase um terço das adesões ocorreu durante a Copa do Mundo, período que, de acordo com o ministro, foi marcado pela intensificação da publicidade, das mensagens e dos estímulos às apostas.
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