
Para o professor do departamento de Filosofia da UnB e vice-diretor do Instituto de Ciências Humanas (ICH), Agnaldo Cuoco Portugal, a ligação entre religião e política deve ser crítica. Durante o CB.Poder desta terça-feira (29/9), ele afirmou que apesar de a fé motivar o serviço ao próximo por meio da política, é necessário haver separação e discernimento entre os temas.
O especialista explicou no programa — parceria entre o Correio a TV Brasília — que, embora seja uma relação conflituosa, a ligação entre os temas pode ser colaborativa. Ele destacou que uma das principais contribuições que essa união pode oferecer à sociedade é o incentivo à participação política.
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Ao falar sobre líderes religiosos que apoiam e pedem votos para candidatos ou partidos, o professor comentou que essa prática é um risco para os dois lados. Ele explicou que quando uma instituição religiosa se alia a um grupo político, os erros e desgastes da política podem prejudicar a religião. “A aliança institucional direta [com um grupo político] é um perigo para a democracia, é um perigo para a própria religião”, disse aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Sibele Negromonte.
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Portugal disse ainda acreditar que, considerando a diversidade religiosa que existe no Brasil, é necessário igualdade de tratamento. O Estado laico, lembrou ele, não deve privilegiar nenhum grupo nem excluir a religião do debate público. “A liberdade religiosa foi onde começou toda a ideia de direitos civis. Você precisa de liberdade de religião para poder ter liberdade de expressão e liberdade política”, frisou o professor.
Assista à entrevista completa:
*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro
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