Eleições 2026

Lula diz que Trump o respeita e pede que EUA não interfiram nas eleições

Presidente afirmou que mantém uma "boa relação" com o chefe da Casa Branca e defendeu que relação entre países deve priorizar interesses mútuos

Lula afirmou que procura manter o mesmo tom nas relações com diferentes países -  (crédito: Reprodução youtube)
Lula afirmou que procura manter o mesmo tom nas relações com diferentes países - (crédito: Reprodução youtube)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (30/9), que mantém uma “boa relação” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista a podcasts, no Palácio da Alvorada, Lula disse que a relação entre os dois chefes de Estado deve ser pautada pelo respeito à soberania brasileira e aos interesses de cada país.

“Eu tenho uma boa relação com Trump”, afirmou. Segundo Lula, Trump tem o tratado com respeito, assim como ele trata o norte-americano como presidente dos Estados Unidos.

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O presidente disse que não está preocupado com a necessidade de haver uma relação pessoal de amizade entre os dois. Para Lula, a relação institucional entre países é diferente da relação pessoal entre seus líderes. “Eu não faço nenhuma questão de alguém gostar de mim pessoalmente. O que eu faço questão é que me respeite como presidente do Brasil e respeite os interesses do Brasil, porque eu vou sempre respeitar ele e respeitar os interesses deles”, declarou.

Lula defendeu ainda que uma boa relação internacional precisa gerar ganhos para os dois lados. “Uma boa relação internacional é aquela que as duas partes ganha alguma coisa. Sabe, um jogo de mão dupla, assim, que todo mundo ganha.”

Na entrevista, Lula afirmou que procura manter o mesmo tom nas relações com diferentes países e citou conversas com líderes de diversas nações. “Eu trato todo mundo com respeito, como diria o Chico Buarque, eu nem falo grosso com a Bolívia, nem falo fino com os Estados Unidos, eu falo do mesmo tom com todos os presidentes, porque eu estou defendendo o meu país e os interesses do meu país”, disse.

O presidente também afirmou que considera que o Brasil vive atualmente seu “melhor momento internacional” e que o país nunca teve, segundo ele, o nível de respeitabilidade que possui hoje no mundo.

Crítica ao “complexo de vira-lata”

Lula também criticou o que classificou como “complexo de vira-lata” de presidentes latino-americanos que esperariam ajuda de países ricos. “Agora, o que é triste, é o complexo de vira-lata dos presidentes da América Latina, de muita gente, que a vida inteira, a vida inteira, fica esperando que vai aparecer alguém rico para ajudar. Não vai aparecer. Não vai.”

Ao falar sobre seu primeiro mandato, iniciado em 2003, Lula citou indicadores econômicos e medidas adotadas durante seu governo. Segundo ele, o país tinha desemprego próximo de 12%, inflação alta e uma dívida de US$ 30 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Lula afirmou que o governo reduziu a inflação, retomou o crescimento da economia, quitou a dívida com o FMI e emprestou US$ 15 bilhões ao organismo. Também mencionou a formação de reservas internacionais, que, segundo ele, passaram de US$ 270 bilhões naquele período para US$ 360 bilhões atualmente. “Se você agir de cabeça erguida, você não vai ter problema. Eu aprendi a não baixar a cabeça. Não sou prepotente, sou respeitoso e quero que as pessoas me respeitem.”

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postado em 30/09/2026 13:02
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