Documentos que integram os autos e tiveram o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (10/9), apontam uma possível relação entre o empresário Daniel Bueno Vorcaro e Paulo Sérgio Neves de Souza, então chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central (BC).
Segundo o processo, a indicação de que Vorcaro teria oferecido suporte ou serviços ao servidor do BC aparece em mensagens trocadas entre os dois. O episódio envolve uma viagem de Paulo Sérgio a Orlando, nos Estados Unidos, onde visitaria parques de diversão, entre eles os complexos da Disney e da Universal.
De acordo com o trecho dos autos, Vorcaro tomou conhecimento da viagem por meio de uma mensagem enviada pelo próprio servidor pelo WhatsApp. Na conversa, o empresário teria comentado que precisaria “arrumar guia para essas pessoas”.
Na sequência, conforme a investigação, Vorcaro acionou uma pessoa específica para providenciar o serviço relacionado à viagem.
Os investigadores apontam o episódio como um possível indício de que Vorcaro teria corrompido Paulo Sérgio. O trecho dos autos descreve a troca de mensagens como um “forte indício”.
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