O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante discurso em Ceilândia, que viajará aos Estados Unidos no próximo fim de semana para dizer a Donald Trump que "não se meta nas eleições do Brasil". As declarações ocorreram em um ato de campanha realizado na noite de quarta-feira (15), na Praça do trabalhador, onde ele reforçou o apoio a políticos locais que concorrem nas eleições deste ano.
O presidente viaja ao país para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas, podendo ser a última presença dele na cúpula da ONU caso não seja reeleito. “Eu estou aqui hoje. Amanhã vou para Minas Gerais. Depois vou para o Rio de Janeiro. Sexta-feira, faço o Rio de Janeiro, depois vou para São Paulo, fazer São Paulo. No sábado, vou para Santa Catarina. Depois volto no sábado à noite e volto para Brasília. Domingo às 10 horas pego avião e vou para a reunião da ONU bater bate-papo com Trump e dizer para o Trump que não se meta nas eleições no Brasil. O Brasil só tem um dono e o dono do Brasil se chama povo brasileiro”, afirmou.
No mesmo evento, o chefe do Executivo criticou o deputado cassado Eduardo Bolsonaro. "O Eduardo Bolsonaro, traidor da Pátria, está lá pedindo para o Trump fazer sanção contra o Brasil. Esse país não comporta política vira-lata. Esse país não comporta quem coloca a bandeira do Brasil de dia e de noite vai ficar de quatro para os Estados Unidos", disse o presidente. Ao citar a defesa da soberania, Lula disse que vai aos Estados Unidos, no domingo, “dizer a Trump que não se meta nas eleições no Brasil”, completou.
Leia também - Brasil rebate críticas dos EUA e nega falhas no combate ao crime organizado
Ao Correio, o Palácio do Planalto informou que o evento reuniu cerca de 15 mil pessoas. Além do presidente, estiveram no local o candidato a governador Leandro Grass, a senadora Leila Barros e a deputada Erika Kokay, que concorrem ao Senado, além da primeira-dama Janja da Silva e do cantor Kleber Lucas.
Saiba Mais
-
Política "Esse país não comporta político vira-lata", diz Lula sobre Eduardo Bolsonaro
-
Política Como redes sociais reagiram à 'sessão de guerra' no STF - e o que isso pode sinalizar para a eleição
-
Política OAB critica fala de Dino que associa advogados à venda de sentenças
-
Política Briefings do STF e pedido de sanções contra o Brasil: a conversa de Eduardo Bolsonaro nos EUA
